Falta de água na Marinha Grande deve-se à pilhagem de cabos elétricos, diz autarca

A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.

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“A falta de água deve-se à pilhagem de cabos elétricos que se ligam aos geradores”, afirmou Paulo Vicente à agência Lusa.

O autarca falava no Edifício da Resinagem, onde se deslocou para verificar os trabalhos das três mesas de voto onde hoje decorre o voto antecipado para a segunda volta das eleições presidenciais.

Além dos furtos de cabos, o autarca admitiu que também pode haver avarias ou falhas de combustível.

No entanto, adiantou que desde sábado a PSP da Marinha Grande e a GNR da Vieira foram reforçadas.

A segurança é uma das preocupações da população, segundo Paulo Vicente, mas o autarca acrescentou que também está agora a pensar na “questão dos salários”.

“A tempestade ocorreu no dia 28, vários munícipes já me disseram que não receberam o salário de janeiro, as empresas não conseguiram processá-los e agora estão a braços com estes encargos” da destruição.

Adiantou que a indústria dos moldes, uma das principais da região, tem muitos contratos que se não forem cumpridos terão de pagar multas pesadas.

“O que reivindico do Governo é um ‘lay off’ simplificado para proteger os trabalhadores e as empresas que estão aflitas com as entregas”, pediu.

A Marinha Grande é um concelho com vários polos industriais.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, em 2022, existiam 4.913 empresas e a maior parte dos habitantes trabalha nestas empresas.

O município da Marinha Grande foi um dos mais atingidos pela passagem da depressão Kristin. Nas ruas, quatro dias depois do temporal veem-se filas de pessoas nos fontanários a encher garrafões de água, assim como cabos elétricos tombados e árvores arrancadas de jardins e parques.

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