Mau Tempo: Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alerta para risco de cheias e derrubadas

O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.

© LUSA/LUÍS FORRA

Num aviso à população emitido hoje, o Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo antecipa a manutenção da subida dos caudais no rio Tejo e afluentes, associada a condições adversas.

Face às condições atuais e previsões, aquela autoridade alerta para a possibilidade de ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas pela acumulação de águas pluviais por introdução dos sistemas de escoamento, bem como cheias, potenciadas pelo transporte do leito dos cursos de água e ribeiras.

Podem ocorrer também perfurações e derrocadas motivadas pela infiltração de água e que podem ser potencializadas pela remoção de árvores.

O aviso à população refere-se ainda ao risco de arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos ou ao desprendimento de estruturas, piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água, e de interdição de algumas vias rodoviárias submersas.

“É expectável, nas próximas horas, a manutenção dos caudais elevados debitados pelas barragens da Bacia do Tejo”, acrescenta.

Perante os alertas, o Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo recomenda a retirada de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas normalmente inundáveis, bem como de animais, e desaconselha a passagem, a pé ou com viaturas, em estradas ou zonas alagadas.

Num balanço dos constrangimentos que se mantêm na região devido ao mau tempo, aquela autoridade dá conta da submersão da estrada municipal 570 em Torres Novas, onde a Quinta do Paul do Boquilobo se encontra isolada devido ao galgamento do rio Almonda, e de zonas parcialmente inundadas em Abrantes, Sardoal e Vila Nova da Barquinha.

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