CHEGA quer suspender portagens nos concelhos afetados pela depressão Kristin

O grupo parlamentar do CHEGA entregou na Assembleia da República um projeto de resolução que recomenda ao Governo a suspensão temporária do pagamento de portagens nas autoestradas que servem os concelhos afetados pela depressão Kristin, fenómeno meteorológico que provocou elevados danos humanos e materiais em várias regiões do país.

© Via Verde

A iniciativa surge na sequência da declaração de situação de calamidade, decretada pelo Executivo e entretanto prolongada até 8 de fevereiro, abrangendo dezenas de municípios nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém, Aveiro, Setúbal e Lisboa, bem como outros concelhos posteriormente integrados devido ao agravamento das ocorrências.
 
No documento, os deputados do CHEGA sublinham que, apesar do pacote de medidas excecionais aprovadas pelo Governo, não foram contempladas soluções específicas para mitigar os constrangimentos à mobilidade rodoviária, numa altura em que diversas estradas se encontram total ou parcialmente obstruídas por inundações, derrocadas ou quedas de árvores.
 
Segundo o CHEGA, a cobrança de portagens nestas circunstâncias representa um encargo adicional para populações já fortemente afetadas, bem como para cidadãos e entidades que se deslocam às zonas atingidas para prestar apoio, transportar bens essenciais ou assegurar o funcionamento de serviços básicos. A suspensão das portagens permitiria assim facilitar deslocações, reforçar a segurança rodoviária e apoiar a recuperação económica local, sem comprometer o esforço de proteção civil em curso.
 
O projeto apresentado propõe ainda que a medida vigore até ao final do mês de março, acompanhando o período mais crítico da reposição de infraestruturas e da normalização da atividade nos territórios abrangidos pela calamidade.
 
O projeto de resolução será agora discutido no Parlamento.

Últimas de Política Nacional

O valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) vai aumentar 5,33 euros, segundo portaria hoje publicada.
Pontes, barragens e outras infraestruturas públicas críticas poderão vir a ser alvo de uma avaliação técnica urgente, caso seja aprovada uma proposta apresentada pelo CHEGA na Assembleia da República.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou hoje governantes de viciarem concursos para altos cargos na administração pública, afirmando que "a maior parte das pessoas que concorrem sabe que já está tudo decidido antes do concurso ser feito".
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar uma alegada discrepância entre o custo da casa em Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e as faturas emitidas pelos empreiteiros, noticia o Expresso.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que prevê o fim da subvenção mensal vitalícia atribuída a antigos titulares de cargos políticos, através de um processo de redução progressiva do benefício ao longo de três anos, seguido da sua extinção definitiva.
O partido levou ao Parlamento uma proposta que limita a exibição de símbolos em edifícios públicos aos emblemas oficiais do Estado, afastando bandeiras ideológicas, LGBT ou associativas e reacendendo o debate sobre neutralidade, identidade e liberdade simbólica nos espaços públicos.
André Ventura, presidente do CHEGA, considera que o diploma do PSD sobre menores nas plataformas digitais é mais um passo na tentativa de controlar o pensamento e condicionar o futuro das próximas gerações.
A Transparência Internacional Portugal (TIP) contestou na quarta-feira as afirmações do Ministério da Justiça sobre avaliação das políticas anticorrupção em Portugal, e critica a ausência de uma nova Estratégia Nacional Anticorrupção (ENAC), que já deveria estar em execução.
Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.