Alerta de Proteção Civil para risco de inundações em várias bacias hidrográficas

A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações em várias bacias hidrográficas, sobretudo no Norte e Centro do país, lembrando que a precipitação para as próximas horas será elevada e poderá agravar a situação.

© RUI MINDERICO/LUSA

“[Há] risco significativo de inundações para o Rio Mondego, Rio Tejo, Rio Sorraia e Rio Sado. [E] risco de inundações para o Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana”, destacou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.

Em conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa, o responsável reforçou a necessidade de “particular atenção” aos rios situados mais a norte de Portugal continental.

“A previsão de precipitação para estas bacias é bastante elevada para o dia de amanhã [terça-feira], podendo haver, nomeadamente no Vouga, no Águeda, no Lima, no Rio Minho e no Cávado, situações que poderão causar inundações”, alertou o responsável.

A Proteção Civil pediu ainda prudência às populações destas regiões, lembrando que terça-feira “poderá ser um dia que poderá novamente trazer inundações mais complicadas e com maior risco”.

No balanço operacional das 12:30, Mário Silvestre adiantou também que há “11 planos distritais ativados, 124 planos municipais e estão declaradas situações de alerta em 19 municípios”.

O comandante acrescentou que “o plano especial para as cheias da Bacia do Tejo mantém-se ativado no seu nível mais elevado, o nível vermelho”.

As autoridades continuam a monitorizar a evolução hidrológica e meteorológica, mantendo equipas no terreno e apelando à população para seguir as recomendações oficiais.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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