Forças Armadas mantêm apoio às populações com 2.500 militares no terreno

Cerca de 2.500 militares estão atualmente no terreno a apoiar as populações afetadas pelas tempestades que assolaram Portugal continental nas últimas semanas, tendo resgatado 252 pessoas desde 28 de janeiro, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

© Lusa

Em comunicado, o EMGFA — que agrega informação da Marinha, Força Aérea e Exército — detalha que hoje, pelas 10:00, estavam empenhados 2.589 militares, 274 viaturas e 21 máquinas de engenharia.

Além disto, estão no terreno 67 botes e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.

Entre os apoios prestados pelos militares inclui-se o emprego de módulos de construções em altura, remoção de escombros e desobstrução de vias, “ações de proximidade”, relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios ou a vigilância e reconhecimento através de meios aéreos das zonas afetadas.

De acordo com o EMGFA, desde 28 de janeiro até hoje já foram resgatadas pelas Forças Armadas 252 pessoas, afetadas pelo agravamento das condições meteorológicas, e cedidas ou instaladas 290 lonas para coberturas de casa.

No levantamento feito pelo EMGFA incluem-se ainda 936 refeições distribuídas, 1.860 camas disponibilizadas, em 15 unidades militares, mais de 109 habitações e edifícios públicos reparados; 60 equipamentos Starlink disponibilizados para fornecer comunicações de emergência e 53 satélites em uso.

Foram ainda transportados por via aérea e terrestre, mais de trezentas toneladas de material, incluindo bens de primeira necessidade, entre outros apoios.

O EMGFA adianta ainda que continuam disponíveis para apoio seis helicópteros, uma aeronave de transporte C130 e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C da Força Aérea, em alta prontidão, e uma aeronave KC-390.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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