CHEGA quer reforço de geradores em infraestruturas essenciais

Lares sem eletricidade, centros de saúde encerrados, falhas no abastecimento de água e hospitais a adiar consultas e cirurgias. Foi este o cenário que se viveu em várias regiões do país após o apagão e a sequência de tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas.

© D.R.

Perante este contexto, o CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que recomenda ao Governo o reforço de geradores em infraestruturas essenciais e o aumento da resiliência estrutural em situações de emergência, apurou o Folha Nacional.

Na exposição de motivos, o partido liderado por André Ventura refere que fenómenos como a tempestade Kristin, bem como as tempestades Leonardo e Marta, expuseram fragilidades graves na capacidade de resposta do país, deixando milhares de pessoas sem eletricidade, comunicações e abastecimento de água. O CHEGA aponta que a ausência de energia comprometeu o funcionamento de lares, centros de saúde, hospitais e empresas de distribuição de água.

O partido sublinha que, em vários municípios, foi necessário recorrer a apelos públicos para a disponibilização de geradores, nomeadamente para garantir o funcionamento de equipamentos de suporte vital em lares e assegurar serviços básicos às populações.

A iniciativa, enviada ao Folha Nacional, recomenda especificamente o reforço da instalação de geradores em lares, hospitais, centros de saúde, empresas de distribuição de água e quartéis de bombeiros, defendendo que o investimento nesta área é indispensável para assegurar a continuidade dos serviços essenciais e mitigar os efeitos de futuras situações de crise.

Segundo o CHEGA, os recentes episódios demonstraram que o país não está suficientemente preparado para enfrentar fenómenos meteorológicos extremos, sendo necessária uma resposta pública coordenada que privilegie a prevenção e a capacidade de reação imediata.

Últimas do País

Nos primeiros sete meses do ano, morreram menos 487 pessoas relativamente ao mesmo período de 2025, mas aumentaram os óbitos de crianças até um ano, mais 12, totalizando 71.622 mortes, dos quais 147 de bebés, revela o INE.
O jovem detido na quinta-feira em Algés, concelho de Oeiras, por suspeita de matar a mãe, e a sua irmã de 4 anos seriam vítimas de maus-tratos por parte da progenitora, avançou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Os trabalhadores do INEM pedem a demissão do presidente do organismo em resolução aprovada na Assembleia Geral (AG) que hoje decorreu, convocada pela Comissão de Trabalhadores para discutir as últimas decisões e declarações públicas do presidente.
Uma pessoa morreu atropelada na madrugada de hoje na freguesia da Encosta do Sol, na Amadora.
Cerca de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Guarda Nacional Republicana realizou mais de 400 intervenções de proteção e socorro em áreas montanhosas desde 2024, sendo a maioria na Serra da Estrela, contabilizou hoje a corporação.
O Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF) recebeu 12.349 notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos em 2025, mais 9,2% do que em 2024, um aumento atribuído pelo Infarmed ao maior envolvimento de profissionais de saúde e cidadãos.
Os tempos médios de espera para primeira observação ultrapassaram hoje as 11 horas na urgência do hospital do Barreiro, na Unidade Local de Saúde (ULS) do Arco Ribeirinho, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
As forças de segurança vão reforçar a fiscalização nas estradas no próximo fim de semana, anunciou hoje o ministro da Administração Interna, salientando que a aposta será na imprevisibilidade, pelo que os polícias não estarão sinalizados.
Uma turista sueca, de 42 anos, foi atingida por uma bala perdida durante um confronto na Baixa de Lisboa. o suspeito de etnia cigana, também investigado por violência doméstica e sequestro, saiu em liberdade após ser ouvido em tribunal.