Mau tempo: Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil Desativado

O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, ativado a 01 de fevereiro, foi hoje desativado tendo em conta o desagravamento dos cenários de risco meteorológico e hidrológico, anunciou a Proteção Civil.

© Facebook da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

A desativação do plano foi decidida na segunda reunião extraordinária deste ano da Comissão Nacional de Proteção Civil que decorreu hoje na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, presidida pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.

O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi acionado devido ao agravamento das condições adversas como a elevação elevada e os seus impactos do ponto de vista hidrológico, nomeadamente ao nível de cheias e inundações, além do território já estar afetado pelas consequências da depressão Kristin.

Com a aprovação deste plano, que só aconteceu cinco dias depois da depressão Kristin, manteve “preventivamente garantidos mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional”, nomeadamente “o estabelecimento de um fluxo de informação ininterrupto entre todas as áreas governativas e as entidades envolvidas, em apoio à direção do plano”.

A ANEPC indica que da reunião resultou, por unanimidade, a decisão de desativar o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil “face ao desagravamento dos cenários de risco meteorológico e hidrológico, que se enquadram atualmente numa situação de normalidade para a época do ano”.

Na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, órgão de coordenação política em matéria de proteção civil, participaram os responsáveis ​​das diversas entidades que integram o Sistema Nacional de Proteção Civil.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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