Mau tempo: Prejuízos da tempestades podem chegar aos seis mil milhões de euros

O recente ‘comboio’ de tempestades que percorreu Portugal continental, com ventos ciclónicos da Kristin na região centro, provocou prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros, segundo o presidente da estrutura de missão.

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O antigo autarca do Fundão Paulo Fernandes descreveu “um dano gigantesco”, em entrevista ao jornal Público: “se 2,5 mil milhões de euros resolverem o problema das empresas e o problema das habitações, seria espetacular”.

“Mas, depois, temos de somar a isso toda a vertente dos equipamentos públicos que estão totalmente destruídos, a parte agroflorestal… Falar de 5.000 a 6.000 milhões [de euros de prejuízos] não é nada que não esteja dentro do espetro deste desastre ambiental, social, económico, infraestrutural e, no limite, nacional”, afirmou o presidente da comissão nomeado pelo Governo.

O líder da entidade executiva “Reconstruir a Região Centro” foi questionado sobre o balanço efetuado de 72 famílias deslocadas e 103 desalojadas, num total de 175 casas inabitáveis e revelou que “o número dos deslocados é muito infra”, admitindo mais casos, bem como de habitações sem condições de habitabilidade.

“Temos uma resposta até aos 10 mil euros que, combinada com os seguros, parece-nos mais do que suficiente. Mas temos também situações de perda total da casa, sabendo que cerca de 50% delas podem nem ter seguro, e é preciso também encontrar uma resposta”, disse.

Paulo Fernandes adiantou que está a ser concebida uma medida específica, “com a participação da Secretaria de Estado da Habitação e do Ministério da Coesão”, já que “seria absurdo” resolver “com centenas de milhões de euros as questões até 10 mil euros e não” haver “15 ou 20 milhões de euros para resolver a situação das habitações de desalojados”.

Sobre as falhas no fornecimento de energia elétrica, o responsável declarou que, “para a média tensão”, segundo a empresa E-Redes, “no próximo domingo ou segunda-feira (…) a questão (…) estará resolvida”.

“Dizem também que, fechando agora o ciclo energético da E-Redes – cerca de 40% das antenas não estão em funcionamento porque não têm energia -, isso irá diminuir a dificuldade. Mas eu diria que, na parte das telecomunicações, a recuperação será mais lenta do que o que aconteceu na parte de energia”, concluiu.

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