Beneficiários de prestações de desemprego atingem valor mais alto desde fevereiro de 2025

O número de beneficiários de prestações de desemprego caiu 2,4% em janeiro, face ao período homólogo, mas subiu 8,6% face a dezembro, para 204.990, o valor mais elevado desde fevereiro de 2025, segundo dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP).

©️ Centro de Emprego

Face ao período homólogo registou-se um decréscimo de 5.022 beneficiários, o que representa uma queda de 2,4%.

Já em comparação com o mês anterior, houve uma subida de 16.219 em janeiro, o equivalente a 8,6%, de acordo com a síntese do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social hoje divulgada.

O número de beneficiários de prestações de desemprego está a aumentar há três meses consecutivos, sendo que os 204.990 beneficiários registados em janeiro representam o valor mais alto desde fevereiro de 2025, quando existiam 211.769 beneficiários, mês em que tinha atingido máximos de três anos, segundo a análise da Lusa com base nos dados disponíveis.

É a primeira vez desde março de 2025 que voltam a ultrapassar a barreira dos 200 mil beneficiários.

No que toca ao subsídio de desemprego, registou-se em janeiro uma redução homóloga de 0,8% do número de beneficiários (menos 1.347), totalizando os 168.482. Já na comparação em cadeia, houve uma subida de 9,3% (mais 14.299 beneficiários).

“O valor médio mensal do subsídio de desemprego em janeiro foi de 740,80 euros, representando uma variação anual positiva de 8,9%”, nota ainda o GEP.

Por sua vez, o número de beneficiários do subsídio social de desemprego inicial diminuiu 22,1% comparativamente com o mesmo mês do ano anterior (menos 2.519 subsídios processados), mas aumentou 16,7% face a dezembro (um acréscimo de 1.273 beneficiários), totalizando os 8.881.

O subsídio social de desemprego subsequente abrangeu 20.598 beneficiários em janeiro, o que corresponde a uma queda homóloga de 2,8% (menos 596 beneficiários), mas uma subida de 5,6% em termos mensais (mais 1.090 beneficiários).

À semelhança do que tem sucedido, as prestações de desemprego foram maioritariamente pedidas por mulheres, correspondendo a 115.363 beneficiárias e a 89.627 beneficiários (56,3%).

Últimas de Economia

O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.
Um agravamento da conjuntura económica poderá retirar dois mil milhões de euros à riqueza produzida em Portugal. O cenário de risco é reconhecido pelo próprio Governo.
O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.