Farmacêuticos pedem políticas para reduzir barreiras no acesso a medicamentos

A Ordem dos Farmacêuticos defendeu hoje a implementação de políticas que reduzam as barreiras económicas ao acesso a medicamentos, após um estudo que revela que os portugueses são os que mais se esforçam para pagá-los.

© D.R.

“As metas orçamentais não podem sobrepor-se à missão de garantir acesso equitativo, seguro e racional ao medicamento”, sublinhou o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Helder Mota Filipe.

Citado em comunicado, o bastonário defende que a política do medicamento deve assentar em evidência científica e não objetivos de redução da despesa, apontando a necessidade de políticas que priorizem o acesso efetivo às terapêuticas.

A posição da Ordem dos Farmacêuticos surge após a divulgação de um estudo que revela que os portugueses são os que mais esforço fazem para pagar medicamentos entre os países de referência da política do medicamento.

De acordo com os dados da primeira edição do Índex da Equidade de Acesso ao Medicamento, da Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde (EQUALMED), cada português gasta em média 148,3 euros por ano em medicamentos, face a um salário médio anual de 20.451 euros.

A Ordem dos Farmacêuticos refere ainda que, segundo o mesmo relatório, é ainda o país com menor despesa ‘per capita’ em medicamentos entre os comparadores e um dos que apresenta menor peso da despesa com medicamentos no total da saúde.

A propósito da utilização de medicamentos genéricos e de biossimilares, na ordem dos 53% e 62%, respetivamente, a Ordem sublinha que, desde 2016, esse tipo de fármaco permitiu tratar mais de 1,7 milhões de doentes e reduzir em 15% o preço médio por tratamento.

Ainda assim, considera que existe margem para reforçar a sua utilização, de forma a maximizar o contributo de genéricos e biossimilares para a sustentabilidade do sistema e permitir “a libertação de recursos para o financiamento da inovação terapêutica e para a melhoria do acesso aos cuidados de saúde”.

Últimas do País

O número de estudantes estrangeiros disparou nos últimos anos. Mas, por detrás desse crescimento, Portugal perdeu quase 88 mil alunos e centenas de estabelecimentos numa década.
Suspeito de 48 anos foi encontrado a dar murros e pontapés na porta da residência da ex-companheira, enquanto ameaçava matá-la caso não abrisse. A Polícia de Segurança Pública (PSP) apurou que a vítima já tinha sido agredida horas antes e seria alvo de ameaças de morte constantes.
Burlona apresentou-se como funcionária do departamento de segurança do Millennium e convenceu a vítima a fornecer códigos de segurança e dados associados a três contas bancárias. Quando percebeu o esquema, já tinham sido realizados levantamentos, compras e duas transferências internacionais.
Tribunal de Contas detetou contratos entre a Câmara Municipal de Fornos de Algodres, liderada pelo PS no período em análise, e pessoas ou entidades ligadas a membros da própria Assembleia Municipal. Em causa estão dezenas de adjudicações por ajuste direto para serviços de eletricidade, transportes e gestão de combustíveis. Processo seguiu para o Ministério Público.
GNR intercetou o grupo durante a madrugada, em Tavira, com cerca de 200 jerricans de combustível e um motor de lancha. Horas depois, os 13 arguidos, de nacionalidades espanhola, marroquina e romena, foram libertados e notificados para regressar ao tribunal a 18 de setembro.
Um homem de 22 anos foi detido pela PSP em Beja por suspeitas de tráfico de droga e posse ilegal de arma de fogo, revelou aquela força de segurança.
Ex-governante recebe 5524 euros de reforma e mais 3000 pelas funções de provedor do SUCH, entidade tutelada pelas Finanças e pela Saúde.
Dez pessoas morreram e mais de 1.000 ficaram feridas, 60 das quais com gravidade, entre 18 de agosto e segunda-feira, indicaram hoje as forças de segurança num balanço conjunto sobre a campanha “Taxa Zero ao Volante”.
Os sete homens detidos no sábado, no âmbito de uma operação que levou à apreensão de mais de cinco toneladas de haxixe junto ao rio Guadiana, no Algarve, ficaram em prisão preventiva, revelou esta segunda-feira fonte da GNR.
Dois homens detidos pela suspeita de atearem incêndios florestais em situações distintas no Peso da Régua e em Sabrosa vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou esta terça-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.