Mau tempo: Pedidos de apoio para reconstrução de casas somam 20 mil e 100 milhões

O número de pedidos de apoio para reconstrução de casas devido ao mau tempo soma 20 mil num montante de 100 milhões de euros, disse o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País.

© D.R.

“Neste preciso momento [quinta-feira], seguramente, já ultrapassámos as 20 mil (…). E foram registadas na plataforma, porque há aquela questão do pré-registo, 38 mil casas”, afirmou Paulo Fernandes, explicando que o montante relativo às 20 mil candidaturas é de cerca de 100 milhões de euros (ME).

Em 18 de fevereiro, havia 12.625 candidaturas, com um número agregado de mais de 30.000 registos, e um fundo pedido de cerca de 75 milhões de euros.

Em entrevista à agência Lusa, praticamente um mês depois de a depressão Kristin ter atingido sobretudo a região de Leiria, este responsável admitiu ter havido um abrandamento de pedidos de apoios há cerca de uma semana.

“Mas, neste momento, estamos novamente, num ritmo muito alto por dia de novas casas que estão a ser candidatadas”, adiantou Paulo Fernandes.

Os apoios financeiros para reparar os estragos causados pela depressão Kristin em habitações são atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas despesas até cinco mil euros (com fotografias), que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes, até 10 mil euros.

Entretanto, cerca de 700 profissionais (arquitetos, engenheiros e engenheiros técnicos), a distribuir pelas comunidades intermunicipais, irão trabalhar para as câmaras neste trabalho.

Quanto à reconstrução de casas que ficaram inabitáveis devido ao mau tempo e para as quais a verba de 10 mil euros não chega, o coordenador precisou que, para já, “são 179 habitações naquilo que é o quadro da Região Centro”, a que acrescentam “mais de 200 habitações” em Alcácer do Sal (Setúbal).

“Esse é um programa que vai ter um fundo perdido. É um programa que estamos, neste momento, a fechar, para lançar os concursos mal tenha o levantamento mais fino dos danos”, referiu, esclarecendo que, em matéria de habitação, outra frente de trabalho passa por encontrar soluções para as pessoas que estão desalojadas ou deslocadas.

No caso de habitações severamente afetadas, a abordagem passa por parcerias com, por exemplo, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, comunidades intermunicipais e eventualmente até municípios, para fazerem “acordos e protocolos com os privados, de forma a ser essas entidades a lançar os procedimentos concursais”.

“Não vamos deixar isso nas mãos de cada família”, ainda para mais em situação de vulnerabilidade, justificou Paulo Fernandes.

A Estrutura de Missão, criada em 03 de fevereiro, constatou, por outro lado, e dando o exemplo da Marinha Grande, no distrito de Leiria, que “uma parte do tecido que foi destruído em termos de habitação” era “precário já por si” que “parece mais adequado não uma recuperação das habitações, mas, se calhar, em alguns casos, falar até de realojamento”.

Questionado sobre se o perímetro dos danos já estancou, quase um mês depois de a depressão Krintin ter iniciado um “comboio de tempestades” que deixaram um rasto de destruição, Paulo Fernandes respondeu afirmativamente.

“Quando começámos a Estrutura de Missão ainda estávamos a viver, permanentemente, aquilo que era o conjunto de tempestades que levaram depois” a cheias, deslizamentos e “questões associadas também àquilo que foi muito lesivo para os edifícios que já tinham sido danificados” pelos “ventos enormes”, declarou.

Reconhecendo que se “há quase duas semanas” o tempo meteorológico deu “algum descanso”, o coordenador da Estrutura de Missão considerou, contudo, que o tempo “das pessoas, das empresas” está longe de deixar de ser urgente.

“Ele continua a ser urgente, mas pelo menos podemos focar-nos naquilo que são as respostas”, acrescentou.

Últimas do País

Um jovem de 21 anos foi detido na Figueira da Foz, depois de ter insultado e ameaçado agentes da PSP, que foram acionados para uma ocorrência de alegadas ameaças e agressões ao seu pai, informou hoje esta força policial.
Os apanhadores de bivalves estão, a partir de hoje, sujeitos a novas regras, como a obrigação de registar todas as movimentações de moluscos vivos num documento em papel, que é emitido pela DGRM.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) inicia hoje uma operação em todo o país de reforço policial nas escolas e nos percursos entre a casa e a escola, tendo em conta o final do ano letivo.
O Metropolitano de Lisboa prevê a paralisação do serviço a partir das 23:00 de terça-feira e na quarta-feira durante todo o dia devido à greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP.
Quatro concelhos do distrito de Faro apresentam hoje perigo máximo de incêndio enquanto o interior norte e centro está em risco muito elevado, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a PSP e a GNR iniciam na terça-feira a campanha rodoviária “Viajar Sem Pressa” para alertar os condutores para os riscos de condução em excesso de velocidade, foi hoje anunciada.
O projeto de resolução apresentado pelo CHEGA pede transparência sobre gastos com cidadãos estrangeiros sem residência em Portugal e alerta para impacto financeiro no Serviço Nacional de Saúde.
A destruição de gravações telefónicas por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) impediu a Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) de determinar as razões do atraso no accionamento do socorro a um homem em Évora, em Fevereiro de 2025.
O Ministério Público acusou um homem em situação de sem-abrigo de homicídio qualificado da companheira em Alenquer, no distrito de Lisboa, na viatura onde habitualmente dormiam.
Uma brigada florestal animal composta por vacas maronesas está a pastar e a limpar um terreno de 6,5 hectares, em Vila Pouca de Aguiar, e a ajudar a prevenir incêndios rurais, num projeto apresentado esta sexta-feira.