Investimento em construção aumenta 5,5% para 28.012 milhões em 2025

O investimento em construção aumentou 5,5% em 2025 e totalizou 28.012 milhões de euros, e o valor acrescentado bruto cresceu 1,7%, para 9.940 milhões de euros, ambos face a 2024, segundo a associação AICCOPN.

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Em comunicado hoje divulgado, a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN) ressalvou que “este desempenho foi acompanhado por uma evolução positiva do licenciamento total de obras de edificação e reabilitação, que encerrou 2025 com um crescimento de 1,8%”.

Este crescimento é justificado com o aumento de 3,3% nas licenças de habitação familiar, em contraste com a diminuição de 2,7% nas licenças para edifícios não residenciais.

O licenciamento de fogos em construções novas registou, em 2025, um aumento homólogo de 20,1%, totalizando 41.592 alojamentos.

“Apesar destes sinais positivos, o setor continua a enfrentar desafios ao nível dos custos de produção”, referiu a associação.

O Índice de Custos de Construção de Habitação Nova terminou o ano com um acréscimo de 4%, fortemente pressionado pela componente de mão-de-obra, que registou um aumento de 7,7%, contrastando com uma variação moderada de 0,9% observada nos materiais.

Relativamente ao consumo de cimento, registou-se uma variação homóloga de 0,7% em 2025, uma evolução moderada, mas positiva, na visão da AICCOPN, e compatível com a continuidade das obras em curso.

Já o mercado de obras públicas “encerrou o exercício de 2025 com um desempenho sem precedentes”.

O montante de concursos de empreitadas promovidos atingiu o valor recorde de 10.041 milhões de euros, um aumento de 21% face ao ano anterior, enquanto o total de contratos celebrados e reportados no Portal Base ascendeu a 7.568 milhões de euros, um crescimento homólogo de 48%.

Em janeiro deste ano, os indicadores apresentam valores mais contidos, com 450 milhões de euros em concursos promovidos, uma diminuição de 41% em termos homólogos e 190 milhões de euros em contratos celebrados, uma queda de 46% face ao ano anterior.

Ainda assim, a associação salientou que “estes resultados dizem respeito a um período isolado — o mês de janeiro — historicamente marcado por elevadas flutuações sazonais e administrativas, pelo que não comprometem a perspetiva de continuidade do ciclo de investimento observado no final do ano anterior”.

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