CHEGA quer conhecer portugueses envolvidos no escândalo Epstein

O escândalo sexual que abalou os Estados Unidos e expôs uma rede internacional de tráfico e abuso de menores pode voltar a ganhar destaque em Portugal. Desta vez, com um pedido político claro: saber se há portugueses envolvidos.

© D.R.

O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que solicite formalmente às autoridades norte-americanas todas as informações disponíveis sobre cidadãos portugueses eventualmente ligados ao chamado “caso Epstein”.

Jeffrey Epstein, milionário norte-americano que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento, foi acusado de liderar uma rede de tráfico e exploração sexual de menores envolvendo figuras influentes de vários países. O caso, que também envolve a britânica Ghislaine Maxwell, revelou uma teia internacional de contactos, viagens e ligações a personalidades do mundo político, empresarial e social.

Na proposta agora apresentada, o partido liderado por André Ventura defende que Portugal não pode ignorar a possibilidade de existirem cidadãos portugueses envolvidos ou mencionados na documentação reunida pelas autoridades dos Estados Unidos.

Segundo o diploma a que o Folha Nacional teve acesso, investigações jornalísticas e processos judiciais ligados ao caso Epstein revelaram uma rede de cúmplices, beneficiários e facilitadores espalhados por vários países, o que levanta a necessidade de escrutinar eventuais ligações portuguesas.

Em Portugal, o tema traz também à memória o escândalo Casa Pia, um dos casos judiciais mais mediáticos das últimas décadas, que revelou uma rede de abusos sexuais de menores envolvendo figuras públicas e marcou profundamente o debate nacional sobre crimes desta natureza.

O projeto recomenda por isso que o Governo português peça formalmente aos Estados Unidos, através de canais diplomáticos e de cooperação internacional, toda a documentação ou informação relevante que mencione cidadãos portugueses, direta ou indiretamente ligados ao caso.

A proposta prevê ainda que qualquer informação recebida seja encaminhada para o Ministério Público, de forma a permitir a avaliação de eventuais responsabilidades criminais em Portugal.

Para o CHEGA, crimes desta natureza exigem total transparência e cooperação internacional, sobretudo quando estão em causa redes de exploração sexual de menores com dimensão global.

O projeto de resolução segue agora para apreciação no Parlamento.

Últimas de Política Nacional

André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".
O CHEGA/Açores apresentou dois requerimentos no parlamento açoriano a questionar o Governo Regional sobre "a exclusão" dos agricultores açorianos de apoios extraordinários aprovados pela República e sobre "a falta de limpeza" no Porto dos Carneiros, na Lagoa.