PSP tem plano de contingência para aeroportos de Lisboa e Faro durante a Páscoa

A PSP preparou um plano de contingência para os aeroportos de Lisboa e Faro para lidar com o aumento de passageiros durante a Páscoa, reforçando estas estruturas com mais polícias e postos de atendimento, revelou hoje aquela polícia.

© D.R.

Numa resposta enviada à Lusa, a Polícia de Segurança Pública avança que preparou um plano de contingência com o objetivo de garantir que “o tempo médio de espera seja o mais baixo possível, sem descurar a segurança e a resiliência das fronteiras”.

Segundo a PSP, o plano de contingência, que começa na próxima segunda-feira, prevê um reforço de 30 polícias com formação de guarda de fronteira no aeroporto de Lisboa e outro reforço temporário de 15 agentes em Faro.

Esta força de segurança acrescenta que será também ativada uma nova zona de controlo fronteiriço no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, maximizando o controlo manual com mais 10 postos e ‘e-gates’ (portas automáticas).

A PSP precisa que vão estar igualmente abertas todas as posições de controlo de passageiros, além de existir “uma forte coordenação operacional com a ANA – Aeroportos e com a AIMA”.

A polícia sublinha que os pontos críticos “mais preocupantes no controlo de fronteiras se prendem com a pressão operacional nos aeroportos com maior tráfego internacional, especificamente Lisboa e Faro, que concentram cerca de 80% do fluxo de passageiros”, estimando que, só na semana da Páscoa, possam entrar cerca de 75 mil passageiros por dia.

Também o Ministério da Administração Interna (MAI), numa nota enviada à Lusa, refere que os aeroportos nacionais, em particular o de Lisboa e o de Faro, registam habitualmente um aumento significativo do volume de tráfego internacional, “o que exige uma gestão muito rigorosa dos recursos humanos, tecnológicos e das infraestruturas disponíveis”.

“Tendo em consideração que o período da Páscoa é, tradicionalmente, um dos que regista maior afluência nos aeroportos nacionais, a PSP desenvolveu um plano de contingência específico para mitigar eventuais constrangimentos e que deverá ser apresentado até ao final desta semana”, destaca o MAI.

Durante a altura do Natal e do Ano Novo, foram vários os constrangimentos no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar várias horas para passarem no controlo de fronteiras.

Estes constrangimentos na zona de chegadas do aeroporto de Lisboa levou o Governo a suspender temporariamente o sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, denominado Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que já está entretanto novamente a funcionar.

Numa resposta enviada à agência Lusa, o MAI avançou que o EES “foi gradualmente retomado desde o início do ano e já está ativo na sua plenitude”.

O EES está a ser implementado de forma faseada na União Europeia, estando previsto para abril o seu funcionamento a 100% em todo o território comunitário.

A PSP, que herdou em 2023 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras o controlo de passageiros nas fronteiras aeroportuárias, admitiu que “a introdução faseada do EES da União Europeia é um grande desafio operacional”.

Este novo sistema entrou em funcionamento em 12 de outubro em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e desde então os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.

A introdução em 10 de dezembro nos aeroportos portugueses da segunda fase do EES, que consiste na recolha de dados biométricos (obtenção de fotografia e impressão digitais do passageiro), causou ainda mais constrangimentos, principalmente no aeroporto de Lisboa.

Últimas do País

Mais de 50 concelhos do interior, de oito distritos de Portugal, enfrentam hoje perigo máximo de incêndio, no dia em que se espera descida da temperatura
Presidente do CHEGA considera que o ministro da Administração Interna não reúne condições para continuar no cargo, critica as explicações prestadas na primeira conferência de imprensa realizada após serem conhecidos os casos polémicos que o envolvem e apela à intervenção do Presidente da República.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve tem por cobrar 1.234.358 euros relativos a serviços prestados a pessoas estrangeiras não residentes em Portugal, em 2023 e 2024, revela uma auditoria da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS).
Um homem, de 23 anos, foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter agredido a ex-companheira, de 39, depois de ter forçado a entrada na sua casa, em Beja, foi hoje divulgado.
O Tribunal de Ponte de Lima decretou prisão preventiva para um jovem de 27 anos, suspeito de atear cinco focos de incêndio em Ponte de Lima, "num curto espaço de tempo", revelou hoje a GNR.
O Governo está a preparar uma nova Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas, com medidas nas áreas da educação, habitação, emprego, saúde, associativismo e mediação intercultural, mas continua sem revelar quanto custará o plano aos contribuintes.
O acolhimento de cada refugiado em Portugal pode representar uma despesa pública próxima dos 12 mil euros por ano, considerando os custos com alojamento, alimentação, acompanhamento social e acesso aos cuidados de saúde.
Português de 41 anos fugiu após o homicídio, ocorrido em agosto do ano passado, mas acabou localizado no sul de França. Foi extraditado para Portugal e ficou em prisão preventiva.
A Câmara de Manteigas está a efetuar interrupções programadas no abastecimento de água na zona norte da sede do concelho na sequência da redução do caudal das nascentes que abastecem um dos reservatórios que servem aquela vila.
Operação em Loulé e Albufeira terminou com três detenções, dezenas de buscas e a apreensão de droga, dinheiro, notas falsas e material usado no tráfico. Outros três suspeitos foram constituídos arguidos.