Número de mortes na estrada quadruplicou no período da Páscoa

O número de mortes nas estradas durante as operações de Páscoa da GNR e da PSP deste ano quadruplicou em relação ao ano passado, revelam os dados divulgados hoje.

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Este ano, morreram 20 pessoas durante as operações de Páscoa da GNR e da PSP, um número que se revela quatro vezes superior ao registado nas operações de Páscoa de 2025, ano em que morreram cinco pessoas.

Olhando para os dados deste ano, a GNR registou 14 mortes numa operação que durou menos seis dias do que a operação do ano anterior – em 2025, a operação da GNR decorreu durante 11 dias e registou cinco mortes e, este ano, durou cinco dias.

Tendo em conta que a operação da GNR durou este ano cinco dias, mesmo com mais mortes nas estradas, foram registados menos acidentes e menos feridos: este ano, registaram-se 941 acidentes, 31 feridos graves e 266 feridos ligeiros e, em 2025, registaram-se 2.322 acidentes, 50 feridos graves e 649 feridos ligeiros.

Já em relação à PSP, esta polícia deu conta de seis mortes e, no ano passado, não foi registada qualquer vítima mortal.

As operações da PSP tiveram a mesma duração em 2025 e 2026 e, face ao ano passado, foram registados mais 237 acidentes, num total de 1.661, e mais 332 feridos, num total de 1.202 feridos.

Depois de conhecidos os dados finais das operações da GNR, o Ministério da Administração Interna anunciou que vai apresentar um pacote de medidas estratégicas relacionadas com a segurança rodoviária, a curto, médio e longo prazo.

Para o Ministério da Administração Interna, “a resposta a este flagelo tem de ser conjunta”, uma vez que a segurança rodoviária “exige um esforço e um compromisso de todos: do Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de cada cidadão”.

Apesar do esforço das campanhas de sensibilização e fiscalização rodoviária e apesar da melhoria das condições de segurança das infraestruturas e dos veículos, “confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob o efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução”.

Também o ministro da Administração Interna assumiu hoje, no final de uma reunião, em Cuba, distrito de Beja, que “o Governo está muito preocupado com esta situação”.

Luís Neves reconheceu o aumento da sinistralidade, acrescentando que se estende ao próprio trimestre. “O primeiro trimestre deste ano aponta também para números, quer de mortos, quer de feridos, muito superior aos do ano passado, em período homólogo”, disse.

Está anunciada desde 2021 a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, que tem como meta reduzir em 50% os mortos e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030, mas até agora ainda não foi concretizada, apesar de ter chegado a ser apresentado um documento pelo anterior Governo socialista.

Em fevereiro, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária indicou que a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária entraria brevemente em consulta pública e contempla 40 medidas em áreas como álcool e fiscalização.

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