Gangue usava mochilas ‘antialarme’ para roubar supermercados: 19 acusados em 83 crimes

Rede organizada atuava em todo o País com técnica sofisticada para contornar sistemas de segurança. Ministério Público acusa 19 suspeitos por dezenas de furtos qualificados.

© D.R.

O Ministério Público de Lisboa acusou 19 pessoas de integrarem uma rede organizada dedicada ao furto em superfícies comerciais, recorrendo a mochilas e sacos com forro em alumínio para contornar os sistemas de alarme. Em causa estão 83 crimes de furto qualificado, avança o Correio da Manhã (CM).

De acordo com a acusação, a operação criminosa, investigada pelo Grupo de Intervenção e Operações Especiais (GIOE) da GNR, revelava um elevado grau de organização e uma clara divisão de tarefas. Em cada ação participavam três a quatro elementos, com funções específicas: enquanto uns executavam os furtos, outros asseguravam a vigilância dos seguranças, o transporte dos bens ou a sua posterior colocação no circuito de venda.

Ainda segundo o CM, cinco dos arguidos estão também acusados de mais de 70 crimes de recetação, associados ao escoamento dos produtos furtados.

A rede atuava sobretudo em supermercados, num esquema de ‘shoplifting’ sofisticado, apoiado em comunicação permanente entre os elementos através de auriculares ligados a telemóveis. Este sistema permitia coordenar movimentos em tempo real e adaptar a atuação à presença de funcionários ou vigilantes.

Segundo o Ministério Público, os suspeitos deslocavam-se propositadamente para Portugal com o objetivo de cometer os crimes, instalando-se temporariamente em ‘hostels’ na zona de Lisboa, que funcionavam como base logística.

A atividade criminosa decorreu entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, altura em que a operação policial culminou na detenção de vários suspeitos. Oito dos arguidos ficaram em prisão preventiva.

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