Leitura do acórdão do processo Vórtex adiada pela segunda vez

O Tribunal da Feira adiou hoje, pela segunda vez, a leitura do acórdão do processo Vórtex, que tem entre os arguidos dois ex-presidentes da Câmara de Espinho, no distrito de Aveiro.

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Num despacho consultado pela agência Lusa, o juiz presidente do coletivo que está a julgar o caso, Carlos Azevedo, refere que não será possível proceder à leitura do acórdão no dia 17, “em razão da dimensão e complexidade dos presentes autos e de outras tarefas profissionais”.

O juiz dá assim sem efeito a realização da audiência para leitura do acórdão no dia 17, designando para o efeito o dia 22 de maio, pelas 09:30, no Tribunal de Espinho.

A leitura do acórdão já tinha sido adiada uma primeira vez, de 20 de março para 17 de abril, devido à “dimensão e complexidade dos autos”.

O processo Vórtex começou a ser julgado a 05 de setembro de 2024, no Tribunal de Espinho. Em causa estão atos de corrupção alegadamente praticados por dois ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis e Pinto Moreira, num processo que tem mais seis arguidos singulares e cinco empresas, relacionado com projetos imobiliários e licenciamentos urbanísticos.

O processo está centrado em “projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”.

A operação culminou em 10 de janeiro de 2023 com a detenção do então presidente da Câmara, Miguel Reis, o chefe da Divisão de Urbanismo e Ambiente daquela autarquia, um arquiteto e dois empresários por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências.

Em 10 de julho do mesmo ano, o Ministério Público (MP) deduziria acusação contra oito arguidos e cinco empresas, incluindo o então deputado do PSD Pinto Moreira, o qual foi o antecessor de Miguel Reis na autarquia.

Miguel Reis está acusado de quatro crimes de corrupção passiva e cinco de prevaricação, enquanto Pinto Moreira responde por dois crimes de corrupção passiva, um de tráfico de influência e outro de violação das regras urbanísticas.

Nas alegações finais, o MP pediu a condenação dos dois ex-autarcas a penas entre os cinco e nove anos de prisão.

O empresário Francisco Pessegueiro, para quem o MP pediu uma pena entre os três e os sete anos de prisão, está acusado de oito crimes de corrupção ativa, um de tráfico de influência, cinco de prevaricação e de dois crimes de violação das regras urbanísticas.

Miguel Reis e Francisco Pessegueiro chegaram a estar em prisão preventiva, mas foram, entretanto, libertados.

 

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