Em resposta à Lusa, a PGR confirmou ter recebido uma denúncia, sendo que “a mesma foi remetida ao DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa”.
Segundo avançou o canal NOW e o jornal Expresso, a queixa apresentada está relacionada com o processo Football Leaks e admite que foram feitas escutas sem autorização de um juiz, tendo o atual diretor da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, dito em tribunal, durante o julgamento, que não foram feitas escutas no terreno.
Este processo, que foi julgado em 2023, envolve casos de acesso indevido e violação de correspondência de entidades como o Sporting, a Doyen (fundo de investimentos ligados ao futebol), a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a PGR.
De acordo com a denúncia enviada para a PGR, estão em causa escrita feita pela PJ e autorizadas por Carlos Cabreiro, em 2015, no dia em que Aníbal Pinto, arguido e condenado no processo Football Leaks e que naquela altura representava Rui Pinto, se encontrou com Nélio Lucas, dono da Doyen, e com o advogado Pedro Henriques, numa área de serviço de Oeiras.
Este encontro terá sido um dos momentos decisivos neste processo, uma vez que permitiu à PJ chegar à identificação de Rui Pinto, que acabou por ser condenado a quatro anos de prisão, com pena suspensa, em setembro de 2023, por um crime de extorsão na forma tentada, três de violação de correspondência agravada e cinco de acesso ilegítimo.