Burlas: MP acusa 15 pessoas em organização criminosa internacional

O Ministério Público (MP) acusou 15 pessoas de, entre 2022 e 2025, integraram uma organização criminosa internacional que se dedicava à prática de burlas, anunciou hoje o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

© D.R.

Segundo informação publicada na sua página oficial, o DCIAP referiu que os 15 arguidos estão acusados pelos crimes de associação criminosa, burla qualificada, falsificação de documento e branqueamento.

Nove destes 15 suspeitos estão a aguardar julgamento em prisão preventiva – medida de coação mais gravosa.

De acordo com a acusação do MP, os suspeitos integraram, entre 2022 e 23 de abril de 2025, uma organização criminosa internacional, com ligações a Portugal, Bélgica e Brasil, que se dedicava à prática de burlas qualificadas, acesso ilegítimo e falsidade informática.

Os arguidos ter-se-ão dedicado à utilização de documentos de identificação falsos, através dos quais constituíram sociedades comerciais e abriram contas bancárias em Portugal onde, posteriormente, receberam e fizeram circular, no sistema financeiro nacional e internacional, dinheiro proveniente da prática dos crimes, referiu o DCIAP.

“As contas bancárias criadas pelos arguidos foram utilizadas para receber e fazer circular quantias monetárias oriundas de sociedades comerciais, cujos funcionários foram levados a transferir para as mesmas, após terem sido induzidos em erro por indivíduos de identidade desconhecida pertencentes à organização criminosa mencionada que, fazendo-se passar por fornecedores daquelas sociedades, lhes transmitiram que o pagamento de faturas em dívida deveria ser efetuado para uma das contas bancárias abertas”, explicou.

O DCIAP salientou que, por aquelas contas, circularam mais de 4,3 milhões de euros.

No decurso do inquérito foram apreendidos mais de 417 mil euros, cuja perda a favor do Estado foi requerida.

O MP requereu ainda a condenação dos arguidos a pagar ao Estado, a título de valor das vantagens ilícitas, os 4,3 milhões de euros.

Na investigação, o MP foi coadjuvado pela Polícia Judiciária (PJ).

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