BCE deixa juros inalterados em 2%

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.

© D.R.

“O Conselho do Banco Central Europeu decidiu hoje manter as três taxas de juro diretoras do BCE”, refere um comunicado publicado no seu portal, em que assinala que a guerra no Médio Oriente “provocou um aumento pronunciado dos preços dos produtos energéticos, fazendo subir a inflação e pesando sobre o sentimento económico”.

Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis ​​à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de créditos permaneceram inalteradas em, respetivamente, 2,00%, 2,15% e 2,40%.

O Conselho do BCE assinalou que a informação que tem sido disponibilizada está “globalmente em consonância com a avaliação anterior” sobre as perspectivas de inflação.

O comunicado aponta ainda que as implicações da guerra para a inflação a médio prazo e a actividade económica dependerão “da intensidade e da duração do choque sobre os preços dos produtos energéticos e da magnitude dos seus efeitos indirectos”.

Apesar dos potenciais impactos na inflação e na economia – que poderão ser mais fortes com o prolongamento da guerra – o Conselho do BCE está confiante na sua decisão.

“O Conselho do BCE permanece bem posicionado para navegar a atual incerteza. A área do euro entrou neste período de subida acentuada dos preços dos produtos energéticos com a inflação em torno do objetivo de 2% e a economia revelada nos últimos trimestres”, referindo, acrescentando que as expectativas a longo prazo “continuam bem ancoradas”.

O Conselho do BCE disse ainda estar “preparado para ajustar todos os instrumentos ao seu dispor, no âmbito do seu mandato, com vista a garantir que a inflação estabilize no seu objetivo de 2% a médio prazo” e que vai acompanhar de perto a situação, insistindo que uma abordagem contínua dependente de dados.

A decisão de manter as taxas de juro segue uma tendência também assumida pelos responsáveis ​​da política monetária dos Estados Unidos da América, do Japão ou da Inglaterra.

Últimas de Economia

Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.