Crise à vista: crédito à habitação vai disparar e sufoca cada vez mais famílias

As prestações da casa voltaram a subir este mês e tudo indica que a tendência está longe de inverter. Pelo contrário, os sinais apontam para novos aumentos nos próximos meses, numa pressão crescente sobre o orçamento das famílias portuguesas.

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Segundo avançou a SIC Notícias, a subida está diretamente ligada à evolução das taxas Euribor, que continuam em alta, refletindo o contexto internacional e a incerteza gerada por conflitos como o do Médio Oriente.

Na prática, isto significa mais dinheiro a sair todos os meses. Num crédito de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de 1%, a prestação pode aumentar cerca de 50 euros no caso da Euribor a 12 meses, 28 euros na taxa a 6 meses e 12 euros na de 3 meses.

E o cenário pode agravar-se. Especialistas admitem que, se a instabilidade internacional se mantiver, o Banco Central Europeu poderá ser forçado a subir novamente as taxas de juro já nas próximas reuniões, o que terá impacto direto no valor das prestações.

Depois de um período de descida, as taxas voltam assim a ganhar força, afastando-se dos níveis registados em 2022 e aproximando-se de novos máximos.

Para muitas famílias, o impacto já se faz sentir. A subida sucessiva das prestações está a reduzir o rendimento disponível e a aumentar o risco de incumprimento, numa altura em que o custo de vida continua elevado.

Com os juros a subir e sem sinais de alívio no curto prazo, o crédito à habitação volta a estar no centro das preocupações, num cenário que muitos já classificam como um novo aperto financeiro para milhares de portugueses.

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