CHEGA quer dar poder aos Polícias Municipais para deter suspeitos em flagrante delito

O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.

© Câmara Municipal de Faro Polícia Municipal de Faro

Segundo o partido liderado por André Ventura, a atual legislação continua a gerar dúvidas operacionais sobre o que pode ou não ser feito pelas Polícias Municipais em situações de crime flagrante, criando insegurança jurídica e dificuldades no terreno.

O CHEGA defende que estes agentes já desempenham um papel importante no patrulhamento urbano, fiscalização municipal e proximidade às populações, considerando que devem existir regras mais claras para atuação em casos urgentes.

A proposta a que o Folha Nacional teve acesso prevê que as Polícias Municipais possam deter suspeitos apanhados em flagrante delito quando estejam em causa crimes puníveis com pena de prisão, procedendo depois à entrega imediata às autoridades de polícia criminal competentes, nomeadamente PSP ou GNR.

O partido que lidera a oposição em Portugal sublinha, no entanto, que não pretende transformar as Polícias Municipais em órgãos de investigação criminal, afastando poderes como interrogatórios, direção de processos ou inquéritos autónomos.

Na exposição de motivos, o CHEGA afirma que a medida pretende aumentar a eficácia da resposta do Estado perante a criminalidade urbana e melhorar a articulação entre diferentes forças de segurança.

A iniciativa surge numa altura em que cresce o debate sobre segurança, criminalidade e falta de meios policiais em vários municípios portugueses.

O partido considera que a clarificação da lei permitirá respostas mais rápidas perante situações de violência ou perturbação da ordem pública, evitando atrasos burocráticos e conflitos de competência entre forças policiais.

Últimas de Política Nacional

Uma nova sondagem da Aximage revela que a maioria dos portugueses concorda com a proposta do CHEGA para baixar a idade da reforma. Segundo os dados divulgados, 69% dos inquiridos apoiam a medida defendida por André Ventura.
Luís Montenegro afirmou que a situação económica e financeira de Portugal está melhor do que a da Alemanha, declarações que estão já a gerar críticas e incredulidade nas redes sociais.
O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.
Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.
Os preços dos combustíveis voltam a subir esta segunda-feira e aproximam-se de níveis históricos. Medidas do Governo são insuficientes para travar a subida dos preços.
Uma contratação feita pela Câmara Municipal de Abrantes, atualmente liderada pelo PS, está a gerar polémica e a levantar dúvidas sobre critérios de escolha. Em causa está a contratação de uma banda praticamente desconhecida para atuar como cabeça de cartaz nas festas da cidade, cujo membro pertence à concelhia dos socialistas.