Os dados do Infarmed indicam que, em 2025, o SNS gastou 2.523,2 milhões de euros em medicamentos nos hospitais e 1.893,8 milhões em comparticipação de medicamentos no ambulatório.
No total, a despesa do SNS com medicamentos no ano passado atingiu os 4.417 milhões de euros, longe dos 2.758,6 milhões de 2020, ano em que a pandemia de covid-19 chegou a Portugal.
Deste então, o aumento dos gastos com medicamentos nos hospitais sempre foi de dois dígitos.
Se em 2020 este valor chegou aos 1.399,2 milhões, em 2021 ultrapassou os 1.571 milhões (+12,3%), em 2022 atingiu os 1.762,1 milhões (+12,1%), em 2023 os 1.959 milhões (+11,2%) e em 2024 totalizou 2.269,2 milhões, com uma descida histórica de 15,8%.
No contexto hospitalar, o Infarmed diz que o crescimento observado está associado, em grande medida, à disponibilização de terapêuticas inovadoras, muitas vezes dirigidas a patologias de elevada complexidade, como doenças oncológicas ou raras.
Por área terapêutica, foi a oncologia que teve uma despesa maior no ano passado, com 864,5 milhões de euros, um aumento de 16% (mais 119,2 milhões de euros). Esta é igualmente a área que mais pesa (34%) na despesa total nos hospitais com medicamentos.
No ambulatório, a comparticipação do SNS em medicamentos chegou no ano passado aos 1.893,8 milhões de euros, uma subida de 12,4% (mais 208,4 milhões de euros).
Foram os medicamentos antidiabéticos os responsáveis pela maior despesa do SNS com a comparticipação, chegando quase aos 478,9 milhões de euros.