SIRESP? “Há necessidade de garantirmos que não há poderes ocultos no Estado”

O presidente do CHEGA, André Ventura, foi recebido pelo Presidente da República, no Palácio de Belém, naquela que é a primeira audiência com António José Seguro.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, foi recebido pelo Presidente da República, esta quarta-feira, no Palácio de Belém, naquela que é a primeira audiência com António José Seguro.

“Como é sabido, a questão da reforma do Estado é um elemento particularmente preocupante. O CHEGA deu a garantia ao Presidente da República de que na fase da especialidade, mesmo tendo evitado que esta lei fosse aprovada, trabalhará para que mesmo assim haja a capacidade de corrigir o que está mal feito e caso venha a ser aprovada, que seja menos má do que está e que não dê espaço a impunidade e de falta de transparência”, começou por dizer aos jornalistas após a reunião.

Sobre a questão da polémica que tem vindo a rodear o SIRESP, Ventura diz ter transmitido a Seguro as suas “preocupações”. “Há uma necessidade de garantirmos que não há poderes ocultos no Estado, que não há poderes que manejam por trás da cortina e que há responsabilidade”.

Para o líder do CHEGA é necessário garantir também que “o SIRESP como ferramenta essencial de combate às tempestades, fenómenos climatéricos, incêndios” tem uma “gestão transparente”.

“Os portugueses têm direito a uma gestão transparente e aos relatórios transparentes que são feitos sobre essas ferramentas importantíssimas. Quando há poderes que tentam controlar, condicionar, amordaçar essas conclusões ou relatórios estamos a prestar um mau serviço ao país”, referiu, garantindo que “o Presidente da República estará atento a isso”.

Recorde-se que ainda durante o dia de ontem, André Ventura acusou a adjunta do ministro da Administração Interna de tentar condicionar as conclusões do relatório sobre o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

Terá sido nesse sentido que recorreu à sua audiência com o chefe de Estado para apelar a que chamasse “a atenção quer do ministro, quer dos adjuntos do ministério, que não podemos condicionar informação pública em função dos nossos interesses”.

“O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP, tentou condicionar o que vinha no relatório do SIRESP. O SIRESP não tem funcionado bem, tem funcionado contra aquilo que são os interesses da população na luta contra os incêndios, contra as tempestades”, defendeu, voltando a pedir esclarecimentos do ministro Luís Neves.

Ventura disse ter “as provas de que isso aconteceu”, e apontou a existência de “um email de uma adjunta do ministro da Administração Interna a pedir que se oculte informação do relatório público do SIRESP”, mas remeteu a sua divulgação para o ministro da Administração Interna pelo bem da “transparência e integridade”.

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