CPI à ‘Operação Influencer’? “País assistiu à queda de um Governo socialista afundado num polvo de corrupção”, diz Ventura

O líder do CHEGA defendeu, no Parlamento, uma Comissão Parlamentar de Inquérito à 'Operação Influencer', sublinhando que o país assistiu à queda de um Governo socialista "afundado num verdadeiro polvo de corrupção”.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu esta terça-feira, no Parlamento, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à atuação de membros do anterior Governo socialista no âmbito da ‘Operação Influencer’, acusando o PS de estar envolvido numa “teia montada de corrupção”.

Durante a intervenção, André Ventura afirmou que o anterior Executivo socialista “não caiu por acaso”, sustentando que a queda do Governo resultou de uma investigação que “revelou um verdadeiro polvo de corrupção instalado no poder”.

O líder da oposição apontou diretamente aos negócios ligados ao lítio e ao hidrogénio em Sines, considerando que existiu “partilha de recursos” e “manipulação da vontade de muitos em benefício de alguns”.

Ventura acusou ainda o antigo primeiro-ministro António Costa de ter faltado à verdade perante os portugueses relativamente ao conhecimento dos factos investigados.

“António Costa afirmou publicamente que nunca, em circunstância alguma, falou sobre este assunto. Mas as notícias e os factos conhecidos apontam exatamente no sentido contrário”, afirmou.

O presidente do segundo maior partido considerou que “é evidente que o antigo primeiro-ministro mentiu ao país”.

André Ventura insistiu que os desenvolvimentos conhecidos da ‘Operação Influencer’ justificam plenamente uma CPI, defendendo que o Parlamento tem a obrigação de investigar o caso “até ao fim”.

“Se isto não justifica uma CPI, então deixa de se perceber para que servem as comissões parlamentares de inquérito”, declarou.

Durante a intervenção, Ventura deixou ainda uma referência ao antigo banqueiro Ricardo Salgado, afirmando que “os portugueses não esquecerão os crimes cometidos contra o país”.

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