Governo vai reforçar apoio aos ciganos, mas não revela quanto custará aos contribuintes

O Governo está a preparar uma nova Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas, com medidas nas áreas da educação, habitação, emprego, saúde, associativismo e mediação intercultural, mas continua sem revelar quanto custará o plano aos contribuintes.

© D.R.

Numa altura em que milhares de portugueses enfrentam salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma elevada carga fiscal, o Executivo avança com uma nova política dirigida especificamente à comunidade cigana sem apresentar o orçamento global, as metas concretas ou os resultados que pretende alcançar.

A estratégia passará a estar sob a tutela da área da Igualdade, deixando de depender das políticas de migração. A alteração foi anunciada pela secretária de Estado Adjunta, da Juventude e da Igualdade, Carla Rodrigues, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Apesar de o documento estar em fase final de preparação, o Governo não esclareceu quanto dinheiro será necessário para o executar, qual será a sua duração, que entidades receberão financiamento ou que mecanismos serão utilizados para avaliar os resultados. O Executivo afirmou apenas que pretende concluir a estratégia “o mais rapidamente possível”, deixando por conhecer a fatura total e os eventuais novos encargos para o Orçamento do Estado.

A única verba conhecida até ao momento é a existência de avisos no valor de seis milhões de euros destinados ao financiamento de projetos dirigidos às comunidades ciganas. Continua, porém, por esclarecer se estes seis milhões de euros representam o custo total previsto ou apenas uma parcela do financiamento que será mobilizado.

A iniciativa do Governo surge depois de a Assembleia da República ter aprovado, em julho, um projeto de resolução que recomenda a criação de uma nova Estratégia Nacional para a Igualdade, Inclusão e Participação das Pessoas Ciganas. O projeto foi viabilizado com os votos favoráveis do PSD, do PS e da Iniciativa Liberal e prevê o reforço de apoios públicos à comunidade cigana.

A aprovação parlamentar abriu caminho ao alargamento das políticas específicas dirigidas às comunidades ciganas, mas não foi acompanhada pela apresentação de uma estimativa global dos custos.

O CHEGA votou contra a orientação seguida pelos restantes partidos e acusou PSD, PS e IL de quererem reforçar regalias desta comunidade sem exigir contrapartidas. O partido defende a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência” e sustenta que o Estado deve priorizar os cidadãos que trabalham, descontam e cumprem as suas obrigações.

“Não podemos dar mais subsídios e benefícios a quem não faz e não quer fazer nada. Há pensionistas a receber valores miseráveis todos os meses”, afirmou André Ventura, defendendo que é necessário “combater a subsidiodependência de uma vez por todas” e “priorizar quem trabalha e paga impostos”.

“Há 50 anos que Portugal tem dado tudo a quem não quer fazer nada e prejudicado os portugueses que trabalham e descontam. Esta impunidade tem de acabar”, declarou Ventura.

Últimas do País

Tinha 23 anos, encontrava-se em situação irregular em Portugal e já tinha sido notificado para abandonar voluntariamente o país. O cidadão estrangeiro foi localizado em Lisboa durante uma operação da Polícia Judiciária e constituído arguido por fortes suspeitas de burla informática e nas comunicações e de branqueamento.
A GNR dá início esta sexta-feira à operação Escola Segura 2026/2027 e vai assinalar o regresso às aulas com um conjunto de ações de sensibilização dirigidas aos alunos, professores e encarregados de educação, abrangendo mais de 4.400 estabelecimentos.
As escolas começam esta sexta-feira a receber alunos para mais um ano letivo que será marcado pela proibição dos smartphones até ao 9.º ano e pela já anunciada falta de professores, em especial na zona de Lisboa.
Nove concelhos dos distritos de Santarém, Portalegre e Faro apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Estava condenado a quatro anos de prisão na Bélgica e era procurado pelas autoridades daquele país. Um homem de 56 anos foi localizado e detido pela Polícia Judiciária, esta quinta-feira, na zona de Loures, por factos relacionados com um crime de branqueamento.
A GNR apreendeu uma pistola, uma caçadeira, três carabinas de ar comprimido, uma catana, um punhal, um bastão e mais de 800 munições e cartuchos. O suspeito foi detido e presente ao Tribunal Judicial de Santarém.
Três homens, com idades entre 24 e 31 anos, foram detidos pela PSP por furto no interior de uma residência em Lagos, distrito de Faro, tendo dois deles sido intercetados após perseguição pelo lesado, foi hoje anunciado.
A Linha Nacional de Prevenção do Suicídio recebeu cerca de 25.600 chamadas no primeiro ano de atividade, das quais quase 700 correspondiam a situações de risco iminente de suicídio, avançou hoje à Lusa o coordenador clínico do serviço.
Carlos Mendonça, antigo presidente da Câmara Municipal do Nordeste eleito pelo PS, foi condenado a 10 anos de prisão e a 300 dias de multa. O tribunal deu como provados crimes de peculato, falsificação de documento e abuso de poder num processo relacionado com a utilização de dinheiros públicos.
O ex-presidente do Colégio de Competência em Emergência Médica Vítor Almeida alertou hoje que mais de 22 mil ocorrências de nível P1, situações associadas a risco de vida iminente, continuam sem socorro adequado.