Usam o nome de Ventura para extorquir 50 mil euros a portugueses no estrangeiro

Rede de burlões está a utilizar a imagem de André Ventura e o nome do CHEGA para pedir milhares de euros a emigrantes portugueses através de mensagens difundidas no WhatsApp. O caso já vai seguir para a Polícia Judiciária.

© Folha Nacional

André Ventura vai apresentar uma denúncia à Polícia Judiciária após ter sido alvo de uma alegada tentativa de fraude que utiliza indevidamente a sua imagem e o nome do CHEGA para solicitar dinheiro a emigrantes portugueses.

Segundo apurou o Folha Nacional, estão a circular mensagens através da aplicação WhatsApp nas quais surge uma fotografia do presidente do CHEGA acompanhada de uma declaração relacionada com a situação dos emigrantes portugueses e as políticas de imigração.

Na sequência dessa mensagem, os destinatários são confrontados com um pedido de apoio financeiro, sendo alegadamente solicitada uma contribuição de 50 mil euros sob o argumento da valorização e reconhecimento da lealdade dos emigrantes para com Portugal.

Contactado pelo Correio da Manhã (CM), André Ventura confirmou que o partido já está a acompanhar a situação e garantiu que serão desencadeadas todas as diligências necessárias junto das autoridades competentes.

“Estão a pedir dinheiro em meu nome e em nome do CHEGA. Trata-se de uma situação gravíssima, que será participada à Polícia Judiciária”, afirmou o líder do partido.

Segundo Ventura, esta não é a primeira vez que a sua imagem ou a do CHEGA são utilizadas em esquemas fraudulentos. Ainda assim, considera que este episódio assume uma gravidade acrescida pela forma como foi construído.

“Estamos perante um esquema mais sofisticado e mais elaborado do que aqueles que surgiram anteriormente”, alertou.

O presidente do CHEGA apelou ainda aos cidadãos para que ignorem qualquer pedido de dinheiro efetuado em nome do partido ou dos seus dirigentes através de mensagens privadas, recomendando que situações suspeitas sejam imediatamente comunicadas às autoridades.

O caso deverá agora ser formalmente participado à Polícia Judiciária, que ficará responsável por apurar a origem das mensagens e identificar os autores da alegada fraude.

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