Ventura desafia Governo a fazer reforma da Justiça

O presidente do CHEGA desafiou hoje o Governo a avançar com uma reforma da Justiça, indicando que o executivo poderá contar com o partido para esse dossiê.

© Folha Nacional

“O conselho que eu deixo ao Governo é este: em vez de se preocupar em estar a fazer reformas contra as pessoas, faça uma que pode ter a certeza de que contará com a do CHEGA e acho que contará com a maior parte da população, a reforma da Justiça. Acho que isso é que era preciso verdadeiramente neste momento”, afirmou.

André Ventura falava aos jornalistas à margem de uma visita à Estação do Oriente, em Lisboa.

O líder do CHEGA insistiu que “era uma má reforma laboral” e considerou que “a teimosia do governo choca um bocadinho com a vontade das pessoas”.

“Eu vou deixar uma sugestão ao governo que eu acho bem mais útil. É uma sugestão que eu dou ao primeiro-ministro, é um conselho gratuito que eu dou ao primeiro-ministro. Em vez de se preocupar em fazer reformas laborais contra as pessoas, contra os trabalhadores, contra a economia, faça a reforma da justiça. Estamos à espera dessa há anos, e essa é que devia avançar e não avança porque mexe em interesses instalados”, alegou.

O líder do CHEGA voltou a dizer, como tinha feito na segunda-feira à noite, em entrevista à CMTV, que durante a negociação das alterações à lei laboral – proposta do Governo que acabou chumbada na generalidade na sexta-feira – a ministra do Trabalho “deixou a porta aberta para que uma das coisas que podia acontecer como fruto da negociação da reforma laboral, conforme o CHEGA exigia, era a descida imediata da idade da reforma” e que “isso podia ser iniciado para os trabalhadores por turnos”.

“Depois, o primeiro-ministro desmentiu e desautorizou um passo que já tinha sido dado pela ministra do Trabalho”, acusou, considerando que essa atitude, que de acordo com o dirigente do CHEGA aconteceu na véspera da votação da proposta de lei, “tenha sido tirar um tapete”.

Questionado se a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho tem condições para continuar em funções, Ventura não quis responder, dizendo apenas que “é com o primeiro-ministro”.

Últimas do País

Dois jovens, de 16 e 20 anos, foram detidos e um outro, de 14, foi identificado pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por furto de palha no interior de uma propriedade agrícola, em Serpa. Foram encontrados a abandonar o local "numa carroça".
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma "taxa moderadora".
O homem de 45 anos detido em Lisboa por suspeitas de sete crimes de abuso sexual de menores sobre a sua sobrinha de 16 anos, ficou em prisão preventiva, informou esta segunda-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).
Quinze concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Guarda e Faro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê temperaturas acima dos 30 graus no interior do país.
A PSP deteve 38 pessoas e registou 2.303 crimes relacionados com furtos no interior de residências no primeiro semestre deste ano, uma diminuição comparativamente ao período homólogo de 2025, segundo dados divulgados hoje pela força de segurança.
André Ventura reforçou a liderança da oposição e surge destacado na preferência dos portugueses, mais do que duplicando a votação obtida por José Luís Carneiro.
André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.
Os preços aplicados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão subir, pela primeira vez em 15 anos, entre cinco e 10 cêntimos, dependendo das zonas, segundo uma proposta que vai à próxima reunião camarária.
O ministro da Presidência escusou-se esta sexta-feira, 17 de julho, a estabelecer uma meta horária para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, mas não afastou a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas.