“Coelho de peluche” por 20 mil euros? Anúncios na Vinted levantam suspeitas de tráfico de menores

Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.

© Folha Nacional

Uma série de anúncios publicados na plataforma de compra e venda Vinted desencadeou uma onda de suspeitas em França, depois de vários utilizadores associarem algumas publicações a alegados casos de tráfico de menores.

A polémica surgiu nas redes sociais, de acordo com a SIC Notícias, onde começaram a circular imagens de anúncios que colocavam à venda brinquedos, peluches e outros artigos por valores considerados anormalmente elevados, alguns na ordem das dezenas de milhares de euros, acompanhados por descrições que levantaram dúvidas.

Um dos casos mais partilhados dizia respeito à venda de uma “rosa” por 20 mil euros, com levantamento em Portugal, alimentando especulações entre os utilizadores.

Perante o alarme, as denúncias chegaram à plataforma francesa PHAROS, responsável por receber comunicações de conteúdos ilegais na internet, levando as autoridades francesas a analisar o caso.

A Vinted esclareceu, entretanto, que realizou uma investigação interna e garante não ter encontrado qualquer indício que relacione aqueles anúncios com uma rede de tráfico de menores. Segundo a plataforma, muitas das referências a idades, tamanhos ou medidas diziam apenas respeito às características dos produtos colocados à venda, como brinquedos de coleção ou artigos destinados a determinadas faixas etárias.

A empresa admite, contudo, que alguns anúncios possam ter sido publicados deliberadamente para gerar polémica e potenciar a disseminação desta teoria nas redes sociais.

Apesar dos esclarecimentos da plataforma, as autoridades francesas continuam a analisar as publicações para determinar se existe qualquer ilícito associado aos anúncios que geraram a controvérsia.

Últimas do Mundo

Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa AliExpress em 550 milhões de euros por falhas na avaliação e redução do risco de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico.
Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.
Oito mulheres foram mortas desde o início de 2026. Em sete dos homicídios existe um suspeito identificado e, em seis deles, o alegado autor é um cidadão estrangeiro, segundo dados da Women’s Aid.
Portugal tinha 331 camas hospitalares por 100 mil habitantes em 2024, atrás da média da União Europeia (507).