Não trabalha e recebe mais de quatro mil euros por mês: família marroquina acumula apoios públicos em Espanha

Uma mulher marroquina e os dois sobrinhos menores, residentes em Navarra, recebem mais de quatro mil euros mensais através da acumulação de diferentes prestações sociais, segundo os valores apresentados pela própria família ao Navarra.com. Nenhum dos elementos do agregado trabalha e, além dos pagamentos mensais, beneficiam de habitação pública subsidiada e de apoios nas despesas com energia, alimentação, educação e transportes.

© LUSA

Uma família de origem marroquina residente na região espanhola de Navarra está a receber mais de quatro mil euros por mês em prestações públicas, apesar de o agregado não dispor atualmente de rendimentos provenientes do trabalho.

O agregado é constituído por uma mulher de 46 anos e pelos dois sobrinhos, de seis e nove anos, que se encontram ao seu cuidado através do regime de acolhimento familiar.

É precisamente daí que chega a maior fatia dos apoios. Segundo os montantes que a família declarou ao Navarra.com, consultados pelo jornal espanhol La Gaceta, são pagos 850 euros por um dos menores e 635 euros pelo outro, aos quais acrescem 1120 euros relativos ao acolhimento especializado. Só o sistema de proteção de menores representa, assim, 2605 euros mensais.

A este valor junta-se o Ingreso Mínimo Vital (IMV). O agregado declara receber 1321 euros por mês, acrescidos de 132 euros do Complemento de Ayuda para la Infancia. No total, os montantes indicados ultrapassam os quatro mil euros mensais. E os apoios não terminam quando o dinheiro chega à conta.

A família vive numa habitação pública da Nasuvinsa com uma renda próxima dos 500 euros mensais, mas a mulher afirma beneficiar de uma comparticipação de 75%. Dispõe ainda de mecanismos de apoio às despesas de eletricidade e aquecimento, enquanto os menores podem beneficiar de ajudas destinadas à alimentação escolar, livros e material educativo.

A mulher afirma nunca ter descontado em Navarra e diz que atualmente não procura emprego, justificando a situação com a necessidade de cuidar dos dois sobrinhos.

O caso surge num momento em que a atribuição do Ingreso Mínimo Vital a cidadãos estrangeiros está no centro do debate político na comunidade autónoma. De acordo com os dados citados na informação original, 32% dos titulares desta prestação em Navarra são estrangeiros, uma proporção superior aos 17,4% apontados para o conjunto de Espanha.

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