O património público nas imediações do Santuário de Fátima voltou a ser alvo de atos de vandalismo. Vários equipamentos urbanos, entre eles caixotes do lixo, foram vandalizados com inscrições contendo a palavra ‘ANTIFA’, deixando marcas visíveis numa das zonas mais visitadas do país por peregrinos e turistas.
As mensagens foram feitas com tinta verde e surgem em diversos pontos próximos do recinto do Santuário. As imagens mostram caixotes do lixo, estruturas públicas e outro mobiliário urbano vandalizados com a mesma mensagem, levando a suspeitas de uma ação coordenada.
Até ao momento, não há informação oficial sobre a autoria dos atos de vandalismo, nem foi anunciada qualquer detenção relacionada com o caso. Também não foi divulgado o valor dos prejuízos causados ao património público, sendo expectável que a remoção das inscrições implique custos para a autarquia.
O episódio acontece poucos meses depois de o Grupo Parlamentar do CHEGA ter apresentado, na Assembleia da República, uma proposta para que o Governo promova a classificação do movimento ‘ANTIFA’ como organização terrorista.
Na iniciativa parlamentar, o partido liderado por André Ventura sustenta que o ‘ANTIFA’ constitui uma rede internacional descentralizada de grupos de matriz ideológica radical, associando-a a episódios de violência, intimidação e destruição de propriedade. O CHEGA defende que este tipo de ações representa uma ameaça à segurança nacional e justifica uma resposta mais firme por parte do Estado.
Na proposta, o CHEGA refere igualmente que países como os Estados Unidos, França e Alemanha reforçaram nos últimos anos os mecanismos de vigilância sobre grupos associados ao movimento ‘ANTIFA’, considerando tratar-se de um fenómeno com dimensão internacional.