Património público junto ao Santuário de Fátima vandalizado com mensagens ‘ANTIFA’

Caixotes do lixo e outros equipamentos públicos foram vandalizados nas últimas semanas com mensagens relativas ao grupo anarquista e de extrema-esquerda 'ANTIFA'. Onda de vandalismo reacende debate sobre proposta do CHEGA para classificar o movimento como organização terrorista.

© Folha Nacional

O património público nas imediações do Santuário de Fátima voltou a ser alvo de atos de vandalismo. Vários equipamentos urbanos, entre eles caixotes do lixo, foram vandalizados com inscrições contendo a palavra ‘ANTIFA’, deixando marcas visíveis numa das zonas mais visitadas do país por peregrinos e turistas.

As mensagens foram feitas com tinta verde e surgem em diversos pontos próximos do recinto do Santuário. As imagens mostram caixotes do lixo, estruturas públicas e outro mobiliário urbano vandalizados com a mesma mensagem, levando a suspeitas de uma ação coordenada.

Até ao momento, não há informação oficial sobre a autoria dos atos de vandalismo, nem foi anunciada qualquer detenção relacionada com o caso. Também não foi divulgado o valor dos prejuízos causados ao património público, sendo expectável que a remoção das inscrições implique custos para a autarquia.

O episódio acontece poucos meses depois de o Grupo Parlamentar do CHEGA ter apresentado, na Assembleia da República, uma proposta para que o Governo promova a classificação do movimento ‘ANTIFA’ como organização terrorista.

Na iniciativa parlamentar, o partido liderado por André Ventura sustenta que o ‘ANTIFA’ constitui uma rede internacional descentralizada de grupos de matriz ideológica radical, associando-a a episódios de violência, intimidação e destruição de propriedade. O CHEGA defende que este tipo de ações representa uma ameaça à segurança nacional e justifica uma resposta mais firme por parte do Estado.

Na proposta, o CHEGA refere igualmente que países como os Estados Unidos, França e Alemanha reforçaram nos últimos anos os mecanismos de vigilância sobre grupos associados ao movimento ‘ANTIFA’, considerando tratar-se de um fenómeno com dimensão internacional.

Últimas do País

Nos primeiros sete meses do ano, morreram menos 487 pessoas relativamente ao mesmo período de 2025, mas aumentaram os óbitos de crianças até um ano, mais 12, totalizando 71.622 mortes, dos quais 147 de bebés, revela o INE.
O jovem detido na quinta-feira em Algés, concelho de Oeiras, por suspeita de matar a mãe, e a sua irmã de 4 anos seriam vítimas de maus-tratos por parte da progenitora, avançou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Os trabalhadores do INEM pedem a demissão do presidente do organismo em resolução aprovada na Assembleia Geral (AG) que hoje decorreu, convocada pela Comissão de Trabalhadores para discutir as últimas decisões e declarações públicas do presidente.
Uma pessoa morreu atropelada na madrugada de hoje na freguesia da Encosta do Sol, na Amadora.
Cerca de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Guarda Nacional Republicana realizou mais de 400 intervenções de proteção e socorro em áreas montanhosas desde 2024, sendo a maioria na Serra da Estrela, contabilizou hoje a corporação.
O Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF) recebeu 12.349 notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos em 2025, mais 9,2% do que em 2024, um aumento atribuído pelo Infarmed ao maior envolvimento de profissionais de saúde e cidadãos.
Os tempos médios de espera para primeira observação ultrapassaram hoje as 11 horas na urgência do hospital do Barreiro, na Unidade Local de Saúde (ULS) do Arco Ribeirinho, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
As forças de segurança vão reforçar a fiscalização nas estradas no próximo fim de semana, anunciou hoje o ministro da Administração Interna, salientando que a aposta será na imprevisibilidade, pelo que os polícias não estarão sinalizados.
Uma turista sueca, de 42 anos, foi atingida por uma bala perdida durante um confronto na Baixa de Lisboa. o suspeito de etnia cigana, também investigado por violência doméstica e sequestro, saiu em liberdade após ser ouvido em tribunal.