Estado gasta três milhões de euros num mês para alimentar reclusos

Contrato de mais de três milhões de euros garante refeições nas cadeias e centros educativos. Reclusos têm direito a 16 tipos de dietas, pelo menos 2.200 calorias por dia e ementas especiais em dias festivos.

© Folha Nacional

Alimentar os reclusos das prisões portuguesas custa ao Estado mais de três milhões de euros por mês. A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) celebrou um contrato, por ajuste direto, no valor de 3,04 milhões de euros, destinado ao fornecimento de refeições nos estabelecimentos prisionais das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, bem como nos centros educativos.

O contrato, adjudicado à empresa Uniself, abrange apenas o mês de junho e prevê o fornecimento de todas as refeições diárias, desde o pequeno-almoço até à ceia, incluindo refeições intermédias sempre que aplicável.

De acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, os reclusos podem beneficiar de 16 tipos de dietas diferentes, adaptadas às necessidades clínicas e alimentares, sendo ainda garantido um mínimo de 2.200 calorias por dia.

O caderno de encargos prevê também ementas especiais em datas festivas, que podem incluir pratos como lombo de porco recheado com ameixas, batata à padeiro, legumes salteados e gelado como sobremesa.

A contratação faz parte de um plano plurianual para o fornecimento de refeições entre 2026 e 2028, cujo investimento global deverá ultrapassar 122 milhões de euros, o equivalente a cerca de 40 milhões de euros por ano.

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