Menina de 12 anos prometida em casamento para pagar dívida familiar salva em Lisboa

PSP deteve, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, uma mulher que transportava ilegalmente uma menina de 12 anos proveniente do Senegal. A menor viajava com documentos falsos e revelou às autoridades que seria levada para França, onde seria entregue para um casamento destinado a saldar uma dívida contraída pela família. A suspeita foi presente a primeiro interrogatório judicial e ficou em prisão preventiva.

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Uma operação de controlo fronteiriço da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP permitiu travar, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um alegado caso de tráfico de seres humanos que tinha como vítima uma menina de apenas 12 anos.

A criança chegou no sábado proveniente de Dakar, no Senegal, acompanhada por uma mulher que se apresentou às autoridades como sendo sua mãe, avança o Diário de Notícias (DN). Contudo, as incongruências detetadas pelos agentes na documentação, na alegada relação familiar e nas explicações prestadas despertaram de imediato suspeitas, levando à realização de diligências adicionais.

Durante uma entrevista efetuada em ambiente protegido, a menor revelou não ter qualquer relação familiar com a mulher que a acompanhava e confessou que tinha sido entregue pelos próprios pais para ser transportada até França, revela o DN.

Segundo o testemunho da criança, o destino final seria a entrega a um homem naquele país, com quem lhe teria sido prometido um casamento destinado a saldar uma dívida contraída pela família.

A investigação permitiu ainda apurar que a mulher recebeu uma quantia em dinheiro para transportar e entregar a menor. Confrontada com os factos, acabou por admitir o seu envolvimento no esquema, tendo sido detida. Presente a primeiro interrogatório judicial, ficou sujeita à medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

A menina manifestou igualmente às autoridades um profundo receio de regressar ao Senegal ou de voltar a ser entregue aos pais, afirmando temer ser novamente utilizada como forma de pagamento de dívidas familiares.

Perante o perigo identificado, a PSP acionou de imediato os mecanismos de proteção previstos na lei para salvaguardar a segurança e a integridade da menor.

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