‘Stock’ de empréstimos à habitação tem em junho maior subida homóloga desde 2003

O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

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“O ‘stock’ de empréstimos para habitação ascendeu a 116,8 mil milhões de euros no final de junho, um aumento de 1.056 milhões de euros relativamente ao mês anterior”, lê-se na informação disponibilizada.

Em comparação com junho de 2025, verificou-se um aumento de 10,9%, “a maior subida registada desde fevereiro de 2003”, assinalou a instituição bancária.

Neste sentido, a taxa de variação anual de empréstimos para habitação manteve uma trajetória de aumento iniciada em 2024, e com dinamismo superior ao verificado ao nível da área do euro.

Em junho, o montante de empréstimos ao consumo e outros fins subiu 249 milhões de euros, totalizando 35,3 mil milhões de euros.

Neste segmento, a taxa de variação anual manteve-se em 9,3%, refletindo uma redução nos empréstimos para outros fins (para 9,1%) e um aumento nos empréstimos ao consumo (para 9,4%).

Já entre as empresas, o ‘stock’ de empréstimos atingiu 77,5 mil milhões de euros, mais 1.364 do que no final de maio.

Em termos homólogos, observou-se um crescimento de 5,8%, acima dos 5,5% registados em maio.

No mês passado, os empréstimos às microempresas desaceleraram, registando uma taxa de variação anual de 11,7% (12,4% em maio).

Já as pequenas empresas continuaram a crescer relativamente ao período homólogo (+7,5%), enquanto as médias empresas registaram um crescimento de 1,5%, acima dos 0,4% observados em maio.

Por sua vez, os empréstimos às grandes empresas apresentaram uma taxa de variação anual positiva de 0,6%, interrompendo uma trajetória de descida que se prolongava há oito meses.

O setor da construção e atividades imobiliárias continuou a desacelerar, atingindo uma taxa de variação anual de 11,6% (11,9% em maio).

No comércio, transporte e alojamento, a taxa de variação passou de 4,7% em maio para 4,8% junho, enquanto nas indústrias e eletricidade subiu 0,5%, apresentando uma variação positiva de 1,8%.

Quanto aos depósitos, o ‘stock’ dos particulares cresceu 2.311 milhões de euros relativamente a maio, para 205,3 mil milhões de euros, apresentando ainda uma taxa de variação anual de 4,8% – superior aos 4,6% de maio.

Para a subida em cadeia contribuíram, principalmente, os mais 2.161 milhões de euros nas responsabilidades à vista e os 149 milhões de euros nos depósitos a prazo.

Do lado das empresas, o ‘stock’ nos bancos residentes atingiu os 79,1 mil milhões de euros no final de junho, menos seis milhões do que no final do mês anterior.

A taxa de variação anual aumentou para 12,7%, acima dos 12,2% registados em maio.

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