Pedro Sánchez, ‘hijo de’… Marrocos

O que aconteceu em Ceuta não foi um simples “fluxo migratório”, nem uma dessas “emergências humanitárias” com que Pedro Sánchez tenta ocultar aquilo que ficou à vista de todos. Foi uma entrada em massa, ilegal e descontrolada em território europeu, com milhares de ilegais a arrombarem portões fronteiriços.

Quando um Estado europeu deixa de controlar quem entra no seu território e passa a ser a força dos interesses obscuros a impor essa decisão, não estamos perante imigração meramente “irregular”; estamos perante uma invasão e um ataque à soberania das Nações europeias… todas elas!

Ceuta é Espanha e é Europa. Quem entra ali sem controlo não entra apenas numa pequena cidade, mas numa das fronteiras externas da União Europeia e num espaço onde, depois de vencida a primeira barreira, a circulação para outros países se torna muito mais fácil.

Pedro Sánchez tem responsabilidade política neste desastre. Um primeiro-ministro existe para proteger o seu povo, defender o seus territórios e garantir que as forças de segurança têm meios e autoridade para agir; Sánchez deixou a situação chegar ao caos e voltou a demonstrar que tem mais medo do politicamente correto do que de deixar Espanha a afundar-se.

E aqui começa a pergunta que já não pode ser evitada: afinal, a quem serve Pedro Sánchez?

Em 2023, o seu Governo assinou com Marrocos um protocolo financeiro de 800 milhões de euros destinado a financiar projetos executados por empresas espanholas naquele país. Não se tratou de uma simples transferência de dinheiro para Rabat, mas representou uma aposta gigantesca na nova Espanha que Sánchez idealiza… mais ou menos magrebina? É uma questão de tempo…

Marrocos conhece bem o poder da chantagem. Não precisa de disparar uma bala para colocar Espanha sob pressão; basta aliviar a vigilância, deixar a fronteira estremecer e permitir que milhares de imigrantes avancem ao mesmo tempo. Em poucas horas, Ceuta fica cercada, as forças de segurança entram em esforço máximo e o Governo espanhol volta a negociar numa posição de fraqueza.

Sánchez continua a comportar-se como se a soberania de Espanha dependesse da autorização de Rabat. Em vez de mostrar que Ceuta é território espanhol e será defendida sem hesitações, prefere manter uma relação em que Marrocos segura a torneira migratória e Espanha paga para que ninguém a abra.

A União Europeia também tem culpa neste desastre. Durante anos, tratou as fronteiras como uma vergonha, as expulsões em massa como um tabu e qualquer política firme como uma manifestação de “extremismo”. Criou a perceção de que quem consegue entrar ilegalmente tem boas probabilidades de ficar, mesmo quando não reúne qualquer condição para permanecer, alimentando as redes de tráfico ilegal e tornando cada fronteira que cede num anúncio dirigido à próxima multidão.

Não é desumano exigir controlo. Desumano é sustentar organizações criminosas que vivem à custa do colapso migratório. Traficantes, criminosos procurados ou indivíduos perigosos saem impunes.

E o futuro torna tudo ainda mais preocupante. Em 2030, Portugal, Espanha e Marrocos vão organizar conjuntamente o Campeonato do Mundo de futebol, uma decisão formalmente confirmada pela FIFA em dezembro de 2024.

Durante semanas, milhões de adeptos, equipas, jornalistas e trabalhadores circularão entre os três países. Haverá um movimento gigantesco de pessoas, mercadorias e meios de transporte, com fronteiras sob uma pressão incomparavelmente superior à habitual. Como pode Pedro Sánchez garantir a segurança de um Mundial partilhado com Marrocos quando nem sequer consegue impedir que Ceuta seja ultrapassada em massa?

Que garantias existem de que as fronteiras estarão protegidas? Que controlo haverá sobre quem entra e circula entre Marrocos, Espanha e Portugal? Que acontecerá se Rabat decidir voltar a utilizar a imigração como arma de pressão em pleno Mundial?

Estas perguntas não são alarmismo. São aquilo que qualquer Governo responsável deveria estar já a fazer, porque um evento desta dimensão pode transformar uma brecha de segurança num desastre europeu.

Portugal não pode aceitar que a sua segurança dependa das cedências de Sánchez ou do humor político de Marrocos. O Governo português tem de exigir garantias concretas, planos de contingência, controlo rigoroso das deslocações e mecanismos que impeçam que o Mundial de 2030 se transforme numa autoestrada para a imigração ilegal.

A resposta a Ceuta também não admite ambiguidades: reforçar as fronteiras, apoiar as forças policiais e militares, identificar quem entrou, deportar massivamente e combater sem tréguas as redes que organizaram ou facilitaram as travessias.

Pedro Sánchez falhou perante Espanha e perante toda a Europa. Colocou a segurança dos povos europeus atrás da sua relação privilegiada com Rabat, permitiu que Marrocos adquirisse uma influência intolerável sobre a política espanhola e deixou que Ceuta se transformasse no retrato de uma Europa sem autoridade.

Quando um primeiro-ministro serve melhor os interesses estratégicos de Marrocos do que a segurança dos espanhóis e dos europeus, quando abandona a fronteira para preservar os seus acordos e quando expõe toda a Europa ao colapso migratório, já não estamos apenas perante um governante fraco.

Estamos perante um traidor dos povos europeus!

E os traidores não podem continuar a guardar as fronteiras que ajudam a derrubar.

Deportações para o país de origem? Sim! Comecemos por Pedro Sánchez… e que regresse ao único que parece representar: Marrocos!

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