Portugal tem a 4.ª maior subida dos preços das casas entre 55 mercados

Um estudo da Knight Frank revela que os preços das casas em Portugal cresceram 16,5% no primeiro trimestre, em termos homólogos, registando a 4.ª maior valorização nominal anual entre 55 mercados analisados.

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Divulgada hoje, a última edição do “Global House Price Index” da Knight Frank indica que Portugal se mantém, assim, “entre os mercados residenciais mais dinâmicos do mundo”.

Face ao último trimestre do ano passado, o país registou também um crescimento, de 3,4%, “confirmando a manutenção de uma trajetória de valorização do mercado residencial português”, indicam as conclusões do índice da Knight Frank, parceira desde 2021 da consultora imobiliária Quintela + Penalva.

Num contexto global “de maior moderação”, o crescimento nominal anual dos preços das casas em Portugal é apenas superado pelo da Turquia (+26,2%), Hungria (+21,4%) e Macedónia do Norte (+16,7%).

No conjunto dos 55 mercados analisados pela Knight Frank, o crescimento homólogo nominal dos preços residenciais abrandou para 1,4% no primeiro trimestre de 2026, face a 2,3% no último trimestre de 2025. Ainda assim, 91% dos mercados registaram uma subida anual dos preços, acima dos 87% observados no trimestre anterior.

Com uma valorização anual de 16,5%, Portugal posiciona-se como um dos mercados residenciais mais fortes a nível mundial, significativamente acima da média global de 1,4%, reforçando a sua posição entre os destinos com maior valorização residencial.

Quando considerada a evolução dos preços em termos reais, Portugal destaca-se também com “um dos desempenhos mais robustos”, registando um crescimento real anual de 13,4%, o quarto valor mais elevado entre os mercados acompanhados, apenas atrás da Hungria e da Macedónia do Norte e à frente da Croácia.

“Os resultados do ‘Global House Price Index’ confirmam aquilo que temos vindo a observar no mercado português: Portugal mantém uma dinâmica residencial muito forte e continua a destacar-se no contexto europeu e internacional”, afirma o sócio fundador da Quintela + Penalva/Knight Frank, citado no comunicado.

Carlos Penalva destaca que a valorização anual de 16,5%, que coloca o país no quarto lugar entre os 55 mercados analisados, “demonstra a resiliência da procura e a atratividade que Portugal continua a exercer junto de compradores nacionais e internacionais”.

Na mesma linha, Francisco Quintela, também sócio fundador da Quintela + Penalva/Knight Frank, nota que o crescimento real de 13,4% demonstra que não se trata apenas de um efeito nominal: “A combinação entre uma oferta ainda limitada, a procura por ativos de qualidade e a atratividade de Portugal enquanto destino para viver e investir continua a sustentar o mercado”, sustenta.

“O desafio para os próximos anos será garantir que o aumento da oferta acompanha esta procura, permitindo um crescimento mais equilibrado e sustentável”, acrescenta.

Os resultados do primeiro trimestre do “Global House Price Index” reforçam a predominância dos mercados europeus no topo do ‘ranking’, com a maioria dos 12 mercados que registaram uma valorização nominal anual superior a 10% a situar-se na Europa, com destaque para a Europa Central, Oriental e do Sul.

O desempenho português contrasta com a evolução observada noutros grandes mercados internacionais: No mesmo período, os preços registaram quedas anuais de 6,3% na China continental e de 5,0% no Canadá, enquanto os Estados Unidos apresentaram uma valorização nominal de apenas 0,7%.

Também citado no comunicado, o ‘Global Head of Research’ da Knight Frank, Liam Bailey, considera que o mercado residencial mundial está a entrar numa nova fase, marcada por uma desaceleração do crescimento dos preços, considerando que a evolução futura dependerá da capacidade das taxas de juro mais baixas de impulsionarem a procura sem reacenderem as pressões sobre a acessibilidade.

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