Falsos advogados e polícias cobravam dívidas à força e ameaçavam vítimas com armas

Grupo que se apresentava como ‘Diligência Judicial’ é suspeito de ameaçar pessoas e empresas endividadas, apreender bens e obrigar vítimas a assumir dívidas alegadamente inexistentes. Investigação do DIAP de Lisboa e da PJ arrasta-se há mais de seis anos.

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Um grupo criminoso, cujos elementos se fariam passar por advogados e polícias, é suspeito de ter extorquido centenas de milhares de euros a particulares e empresas em dificuldades financeiras, através de falsas diligências judiciais.

Segundo o Expresso, os suspeitos apresentavam-se como ‘Diligência Judicial’ e realizavam alegadas penhoras e apreensões de bens por valores que chegariam a ultrapassar largamente as dívidas reclamadas. Algumas vítimas terão sido ameaçadas com armas de fogo e coagidas a assinar confissões de dívidas inexistentes ou simuladas.

O dinheiro e os bens obtidos seriam posteriormente encaminhados para empresas controladas pelo grupo, através de uma rede de sociedades portuguesas e estrangeiras, incluindo offshores, alegadamente utilizada para ocultar e branquear os valores.

O caso é investigado há mais de seis anos pelo DIAP de Lisboa e pela Polícia Judiciária, mas ainda não resultou numa acusação do Ministério Público. Em causa estão suspeitas de crimes como associação criminosa, extorsão, burla, branqueamento de capitais, abuso de poder e procuradoria ilícita.

A demora preocupa algumas vítimas, que temem a prescrição dos factos mais antigos e já pediram maior rapidez na investigação e medidas de coação mais severas. O Ministério Público garante, contudo, que não existe risco de prescrição nos próximos meses.

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