55% aprovam a moção de censura do CHEGA e as suas razões

Uma sondagem da Aximage indica que 55% dos inquiridos aprovam a iniciativa apresentada pelo CHEGA e as razões que levaram o partido de André Ventura a censurar o Governo.

© Folha Nacional

A moção de censura do CHEGA não convenceu a maioria dos deputados, mas encontrou uma resposta diferente fora das paredes da Assembleia da República.

Segundo uma sondagem da Aximage divulgada esta quarta-feira, 55% dos inquiridos aprovam a moção de censura apresentada pelo partido de André Ventura e as razões invocadas para avançar contra o Governo.

O resultado surge apenas um dia depois de o Parlamento ter rejeitado a iniciativa. Na votação de terça-feira, apenas o CHEGA votou favoravelmente. PS, PCP e Bloco de Esquerda abstiveram-se, enquanto PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal, Livre e PAN votaram contra.

A moção, intitulada ‘Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições’, nasceu das sucessivas polémicas em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da decisão de Luís Montenegro de o manter no Executivo.

André Ventura justificou a iniciativa precisamente com a permanência de Neves no Governo, considerando que as suspeitas e polémicas que envolvem o ministro colocavam em causa a credibilidade e o padrão ético exigidos às instituições.

Recorde-se que, no barómetro de julho, 71% dos inquiridos consideravam insuficientes as explicações dadas por Luís Neves, contra apenas 17% que as avaliavam como suficientes. Mesmo entre os eleitores da AD, 60% consideravam insuficientes os esclarecimentos prestados.

Ficha técnica

Sondagem realizada pela Aximage – Comunicação e Imagem, Lda. para o Jornal Folha Nacional, com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre a intenção de voto legislativo e temas da atualidade política, nomeadamente a principal figura da oposição, a liderança da direita em Portugal, o caso do ministro Luís Neves, a moção de censura, o combate à criminalidade e a resposta do Governo ao aumento do custo de vida. FichaTecnica_deposito 070926.pdf

O trabalho de campo decorreu entre 1 e 7 de setembro de 2026. O universo do estudo corresponde a residentes em Portugal, com 18 ou mais anos e acesso à Internet. Foram realizadas 1109 entrevistas, através de questionário online (CAWI), a partir de um painel de indivíduos e com uma amostra estratificada por sexo, grupo etário e região. A taxa de resposta foi de 94,54%.

As 1109 entrevistas correspondem a uma margem de erro global de ±2,94%, para um grau de confiança de 95%. A distribuição dos indecisos tem em consideração a votação anterior e questões adicionais relativas ao posicionamento esquerda/direita. A direção técnica do estudo é assegurada por Ana Carla Basílio, sendo a coordenação global da responsabilidade de José Almeida Ribeiro. A ficha técnica e os resultados da sondagem foram depositados junto da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

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