O estudo, que foi realizado junto de 600 utilizadores de Internet em Portugal, conclui ainda que “a frustração dos consumidores também é elevada, em particular, quando as interrupções afetam atividades importantes”.
“Problemas relacionados com páginas ou aplicações (51%) que demoram muito tempo a carregar e quedas de ligação curtas (46%) e ‘streaming’ de vídeo (36%) são os três casos mais frequentes reportados pelos utilizadores a que se junta ainda o congelamento de vídeo ou áudio durante chamadas pessoais, profissionais ou escolares e atrasos graves durante jogos online”, refere o estudo.
“À medida que os serviços digitais se tornam uma parte maior do quotidiano, a consistência e a capacidade de resposta importam mais do que nunca. Uma experiência online positiva depende não só da largura de banda, mas também de fatores como a latência e a qualidade da infraestrutura de rede subjacente”, salienta.
O estudo indica também que os consumidores “estão a tornar-se menos tolerantes com os serviços digitais lentos”.
Mais da metade dos inquiridos (53%) afirma ter menos paciência para os serviços digitais lentos ou que não respondem do que há cinco anos.
“Esta impaciência é particularmente evidente em momentos críticos online: atrasos na Internet, falhas ou breves desconexões são considerados inaceitáveis por 65% dos inquiridos durante o trabalho ou atividades profissionais, por 63% durante transações online e por 56% durante comunicações pessoais em tempo real”, refere o estudo.
Pagamentos ou transações online, as videochamadas e a navegação geral na Internet são os serviços online para os quais os utilizadores esperam os tempos de resposta mais rápidos, com cerca de metade a esperar uma resposta quase imediata (em menos de dois segundos) em cada um destes serviços, segundo o estudo da Netsonda.