Pais dizem que há alunos ainda em casa e vão avançar contra Ministério

O grupo de pais que vai avançar com um processo contra o Ministério da Educação por falta de vagas nas escolas públicas diz ter ainda muitos casos de alunos que continuam em casa, sem qualquer informação.

© D.R.

“Apesar dos esforços que aparentemente estão a ser feitos pelos serviços do ministério, no nosso grupo de 60 famílias ainda temos um bom número de alunos sem colocações, incluindo nas áreas que já foram alvo de intervenção”, disse à Lusa Rui Boavida, porta-voz do grupo de encarregados de educação “Não Somos Bonecos”.

Às 15:00 de hoje, havia ainda 15 famílias que continuavam “sem receber qualquer informação”: Desde alunos do pré-escolar até estudantes do ensino secundário, de norte a sul do país, disse.

Na lista aparecem alunos de Lisboa, Amadora, Moita, Montijo, Seixal, Porto, Viseu e Portimão, sendo que oito casos dizem respeito a crianças do pré-escolar.

“Temos famílias monoparentais com poucos recursos económicos com miúdos que deveriam estar numa turma do pré-escolar e continuam em casa. São pessoas sem uma rede familiar próxima, que estão a atravessar muitos problemas por causa dos seus empregos”, alertou Rui Boavida.

Um dos pais ligou hoje para a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (ADGE) – e “disse que não desligaria o telefone enquanto não falasse com algum responsável. Desligaram-lhe o telefone na cara”, denunciou, sublinhando que neste grupo, todos os pais garantiram ter feito as inscrições dentro dos prazos legais.

Rui Boavida acredita que os pais “estariam mais calmos se lhes dissessem que os seus casos estão a ser tratados, mas há um vazio, um silêncio que deixa os pais ainda mais ansioso”.

A maioria das famílias do grupo “Não Somos Bonecos” já teve uma resposta positiva e tem hoje os filhos a frequentar uma escola pública, mas Rui Boavida diz que “o processo contra o ministério da Educação vai avançar à mesma”.

Hoje, a tutela divulgou novos números que davam conta que os serviços tinham arranjado escola para 362 alunos dos concelhos do Barreiro, Seixal, Loures e Odivelas, ficando por resolver “um número muito residual” no Seixal.

Este foi o resultado da reunião realizada na quarta-feira entre a AGSE e 41 diretores de escolas públicas daqueles quatro concelhos, que colocou “praticamente a totalidade dos casos de matrículas pendentes nestas regiões”.

Na segunda-feira, a AGSE chamou os diretores das escolas de Lisboa, tendo resolvido o problema de 405 alunos. Na terça-feira ficaram colocados 569 alunos dos concelhos de Almada, Sintra e Amadora que estavam sem escola atribuída, segundo dados do ministério.

No entanto, uma mãe do Porto revelou à Lusa que a situação da sua filha, que parecia resolvida na noite de quarta-feira, sofreu um revés: A menina do 1.º ciclo ficou colocada “na noite passada”, mas “esta manhã, no agrupamento não sabiam de nada”. A família tem agora uma reunião agendada para sexta-feira com a diretora do agrupamento onde está a irmã, “do outro lado da cidade”.

O Ministério da Educação tem dito que a região de Lisboa é a mais problemática, mas continua sem dar dados nacionais sobre quantos alunos continuam sem vaga.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura marcou presença nas comemorações do 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Madeira, e defendeu que homenagear os militares “exige mais do que discursos e cerimónias”. CHEGA defende investimento na Defesa, valorização das carreiras e melhores pensões para antigos combatentes.
Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, acusou hoje o Governo de propaganda, na sequência do anúncio de que 700 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) vão para a pré-aposentação.
Tratores e outros veículos conduzidos por agricultores percorrem hoje de manhã em marcha lenta a Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Serpa, no distrito de Beja, num protesto contra o aumento dos custos de produção no setor.
Menor terá feito vários disparos com projéteis de plástico a partir da varanda de uma residência nas Caldas da Rainha. Réplica foi apreendida pela PSP, que alerta: "Não deve ser tratada como um brinquedo."
PSP registou mais de 54 mil crimes contra pessoas idosas nos últimos três anos, com milhares de casos de furtos, burlas e violência doméstica. Só durante o verão, 294 idosos foram encontrados em situação de risco.
Trinta pessoas morreram em cinco meses da época balnear, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN) num balanço que assinala ainda 1.418 salvamentos e 2.609 ações de primeiros-socorros.