Confiança dos consumidores e clima económico diminuem em setembro

O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© DR

De acordo com os inquéritos de conjuntura do INE, o indicador de confiança dos consumidores diminuiu em agosto e setembro, após ter aumentado nos três meses anteriores, penalizado no último mês pelos contributos negativos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar. A penalizar estiveram também as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira das famílias.

Em sentido contrário, as expectativas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias registaram um contributo positivo.

Segundo o instituto estatístico, o saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos últimos cinco meses, após ter registado em abril o maior aumento desde maio de 2008.

Por sua vez, o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentou em agosto e setembro, depois de ter diminuído entre abril e julho.

Já o indicador de clima económico diminuiu em setembro, após ter aumentado no mês anterior, com o INE a dar conta de uma subida dos indicadores de confiança na indústria transformadora e nos serviços e de uma quebra no comércio e na construção e obras públicas.

Na indústria transformadora, o indicador aumentou em setembro, após ter diminuído no mês precedente, devido ao contributo positivo das apreciações relativas aos ‘stocks’ de produtos acabados e, “de forma mais expressiva”, das perspetivas de produção.

O indicador de confiança dos serviços também aumentou em agosto e setembro, depois do recuo registado em julho, refletindo os contributos positivos das apreciações sobre a atividade da empresa e das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas.

Em sentido oposto, o indicador de confiança no comércio diminuiu nos últimos três meses, “apenas tenuemente” em setembro, após ter aumentado em junho, refletindo os contributos negativos das apreciações sobre o volume de ‘stocks’ atual e das opiniões sobre o volume de vendas.

Quanto ao indicador da construção e obras públicas, também diminuiu em setembro, após ter aumentado em julho e agosto, em resultado dos contributos negativos de ambas as componentes: perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas.

O INE detalha que os saldos de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentaram em todos os setores, “de forma expressiva” na indústria transformadora, nos serviços e no comércio, e moderadamente na construção.

Últimas de Economia

O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Arrendar casa ficou ainda mais caro. Novos contratos atingiram uma renda mediana de 10,17 euros por metro quadrado entre abril e junho, mais 10,2% do que há um ano. Lisboa continua no topo, com 17,79 euros por metro quadrado.
Escalada dos juros junta-se ao aumento dos combustíveis e dos preços no supermercado. Quase um milhão de famílias com crédito à habitação a taxa variável estão expostas às oscilações da Euribor e, em alguns casos, a prestação mensal já aumentou mais de 100 euros.
As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, atentas de novo à evolução do preço do petróleo, que está a subir, e dos juros das dívidas soberanas, que continuam em alta.
O líder parlamentar do CHEGA saiu da reunião com o Governo a criticar as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2027. Pedro Pinto acusa o Executivo de não apresentar medidas para responder às dificuldades dos portugueses e lamenta a ausência de novas descidas de impostos.
Quase sete em cada dez empresas ouvidas pela Deloitte dão nota negativa ao sistema fiscal português e 97% consideram-no complexo. Justiça tributária, burocracia e carga fiscal estão entre os principais entraves apontados à competitividade e ao investimento em Portugal.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) fechou nove processos de contraordenação em 2025, onde foram aplicadas 10 coimas e uma admoestação, no valor total de 148.750 euros.
A aproximação do fim dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terá levado várias entidades públicas a acelerar procedimentos e contratos. Universidade Nova de Lisboa assinou 12 contratos, no valor global de 2,06 milhões de euros, entre meados e o final de junho.
O nível de atividade de reabilitação urbana recuou ligeiramente em agosto, enquanto a carteira de encomendas manteve uma evolução positiva, segundo o barómetro hoje divulgado pela associação setorial AICCOPN.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).