“Já chega de penalizar a classe média”: Ventura critica diploma do Governo para as rendas

O presidente do CHEGA considera que o diploma, "tal como está, não serve" e alerta para o aumento do custo da habitação. Ventura diz que as rendas estão a subir "brutalmente" e considera as medidas prejudiciais tanto para proprietários como para arrendatários.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, alertou esta terça-feira para a subida das rendas e criticou as medidas do Governo para a habitação, defendendo que é necessário proteger quem tem rendimentos baixos e médios e garantir condições para que as famílias consigam suportar os custos de uma casa.

“As rendas têm subido brutalmente”, afirmou o presidente do CHEGA, referindo também o aumento do valor por metro quadrado e as dificuldades sentidas por quem procura ou já paga uma casa.

“Temos de garantir que quem quer ter casa tenha uma dentro do seu esforço”, declarou, acrescentando que o Governo deve ter em consideração a situação de pensionistas e trabalhadores com salários baixos.

O líder da oposição considera que as medidas poderão criar dificuldades tanto aos inquilinos como aos senhorios. “Quer para proprietários, quer para arrendatários, é mau para todos”, afirmou.

Ventura atribuiu também responsabilidades ao anterior Executivo socialista pela situação atual da habitação, apontando ao programa Mais Habitação. “O PS tem a menor moral para falar sobre habitação”, declarou.

“Paga o IRS de rico e vive como pobre”, vincou Ventura, antes de concluir: “Já chega de penalizar a classe média”.

Combustíveis também entram nas contas

No âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027, Ventura voltou a defender uma descida dos impostos sobre os combustíveis, utilizando os preços praticados no país vizinho como termo de comparação.

“Não podemos continuar a ver Espanha com preços mais baixos do que nós”, afirmou.

O presidente do CHEGA defendeu que o Governo deve ter em conta o peso conjunto da habitação, dos impostos e dos combustíveis no orçamento das famílias e alterar as propostas para “ir ao encontro das necessidades dos portugueses”.

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