Cabaz alimentar sobe para 254,22 euros na última semana

O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste aumentou 11 cêntimos na última semana, após ter descido na semana anterior, fixando-se nos 254,22 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.

© D.R.

Depois de ter descido 1,86 euros na semana entre 16 e 23 de setembro, interrompendo um ciclo de três aumentos consecutivos, o cabaz alimentar voltou a encarecer, embora ligeiramente, na semana entre 23 e 30 de setembro, passando de 254,11 euros para 254,22 euros.

Segundo a Deco Proteste, no início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 12,39 euros (menos 5,12%).

Já há um ano compravam-se exatamente os mesmos produtos por menos 12,25 euros (menos 5,06%) e, no início de 2022, era possível gastar menos 66,52 euros (uma diferença de 35,44%).

A cesta alimentar considerada pela associação inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe, nomeadamente produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maça, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

Entre 23 e 30 de setembro, o carapau registou um aumento de 16% para 5,88 euros por quilograma (Euro/kg), os cereais de fibra subiram 10% para 4,58 euros e o grão cozido registou um acréscimo de 9% para 2,13 euros, sendo os três produtos cujo preço mais aumentou (percentualmente) face à semana anterior.

Comparando com o mesmo período do ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o carapau (43%, custando atualmente 5,88 euros/kg), o bacalhau graúdo (27%, custando atualmente 20,54 euros/kg), e o arroz carolino (24%, o que se reflete num custo de 1,79 euros/kg).

Desde que a Deco Proteste iniciou esta análise, em 05 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (119% para 12,75 euros/kg), o bacalhau graúdo (94% para 20,54 euros/kg) e a couve-coração (91% para 1,90 euros).

Últimas de Economia

O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste aumentou 11 cêntimos na última semana, após ter descido na semana anterior, fixando-se nos 254,22 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O presidente do CHEGA criticou as alterações do Governo ao regime do arrendamento e alertou para o aumento do custo da habitação. "Queremos direitos para quem se mata a trabalhar e não consegue pagar uma casa", afirmou André Ventura.
O Estado registou um excedente de 249,3 milhões de euros até agosto, uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, revelou a síntese de execução orçamental.
Gustavo Madeira deixa o gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação para assumir a presidência do IMT. Nomeação é feita em regime de substituição e produz efeitos já esta quinta-feira, enquanto os cargos não forem preenchidos através de concurso da CReSAP.
A prestação da casa vai subir em outubro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
Portugal poderá passar de 6,3 mil milhões de euros em juros da dívida este ano para 9,4 mil milhões em 2030. Conselho das Finanças Públicas alerta para condições de financiamento mais adversas e antecipa o regresso dos défices já em 2027.
A taxa de inflação aumentou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, novamente impulsionada pelo preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O presidente do CHEGA considera que o diploma, "tal como está, não serve" e alerta para o aumento do custo da habitação. Ventura diz que as rendas estão a subir "brutalmente" e considera as medidas prejudiciais tanto para proprietários como para arrendatários.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Arrendar casa ficou ainda mais caro. Novos contratos atingiram uma renda mediana de 10,17 euros por metro quadrado entre abril e junho, mais 10,2% do que há um ano. Lisboa continua no topo, com 17,79 euros por metro quadrado.