Em comunicado publicado nas redes sociais do Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR), é explicado que esta situação foi detetada na segunda-feira, através do Destacamento de Trânsito de Portalegre e do efetivo do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).
“Entre as aves transportadas encontravam-se exemplares de várias espécies e variedades, designadamente periquitos-australianos, caturras, agapórnis e canários domésticos”, pode ler-se no documento.
Na sequência desta ação de fiscalização conjunta, resultou, segundo a Guarda, o “levantamento de diversos autos de contraordenação”, nomeadamente por infrações relacionadas com a documentação necessária à cedência das aves e transporte em veículo não homologado para o efeito.
Foram também levantados autos de contraordenação pela ausência dos certificados sanitários exigíveis para a circulação de aves entre Estados-Membros, “entre outras irregularidades detetadas” no decorrer da fiscalização.
“No âmbito das diligências efetuadas, foram ainda identificados os intervenientes associados ao transporte e à transação das aves, designadamente a empresa transportadora, o transportador, os criadores de origem e os respetivos destinatários em território nacional”, acrescentam.
Os factos foram dados a conhecer ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), enquanto entidades nacionais competentes na matéria visada.
Fonte da GNR explicou à Lusa que os respetivos proprietários das aves, “até à interceção da viatura pelas autoridades”, ficam designados como “fiéis depositários” das mesmas.