Começamos com uma evocação da Arte Representativa. Em 1984, Herman José lançou uma figura que na altura teve grande popularidade: Serafim Saudade. Um “cantor popular” (o termo “pimba” apareceu dez anos depois). Satirizava, não apenas, mas principalmente, o conhecido Marco Paulo.
A introdução falada dum dos temas começava:” O mundo está dividido entre a parte “A” e a parte restante, parte” R”. Continuava: A parte” A” está subdividida entre Artistas e Artolas. “
Já sabemos que Portugal é um país de artistas. Não faltam os artistas da bola, os artistas de rua e na comunicação social.
UM desses mereceu o estudo do” influencer “Alexandre Sousa. “O Artista de Esquerda que mama do estado” refere alguns negócios do já algo conhecido BORDALO II. Dados reveladores quanto ao amor da arte pela arte deste criador contestatário.
O artista prendeu uma faixa no Cais das Colunas, no Terreiro do Paço. “Vende-se Lisboa/ For Sale Lisbon” é o título de mais uma “instalação-denúncia “do Bordalo II.
Segundo o autor, é uma critica á crise da habitação. Escreveu nas redes sociais: “Uma oportunidade de sonho numa cidade onde a maioria nem pode sonhar em viver” (Por acaso, o artista habita uma vivenda, mas isso não é aqui chamado).
Anteriormente, o artistola tinha colocado no espaço das JMJ uma passadeira a imitar notas de 500€. Para protestar contra os gastos do evento, ao invés de gastar em apoio aos sem-abrigo em Lisboa.
Ignoramos quanto terá custado esse serviço e quem o pagou. Mas, se estava assim tão preocupado com os carenciados, poderia ter utilizado esse dinheiro para distribuir pelos sem-abrigo. Ou, mais realisticamente, comprar roupa e alimentos. Mas isso é mais complexo e, para fazer efeito, precisa duma publicidade especial.
Neste ano tinha instalado um tabuleiro do monopólio gigante junto á praça do Duque da Terceira. Igualmente para protestar contra a crise na habitação. O que nem sequer foi original. Em 2023, uma outra artista, a “jovem Mafalda” (Fartaada) tinha criado o projeto “Lisbonopoly”. Também para protestar contra a crise da habitação.
O citado comentador de Direita passa a revelar os negócios, (desinteressados, claro) deste Bordalo. Em vinte e nove negócios com vinte autarquias, o criador rebelde auferiu apenas 941.515 Euros. Ou seja, uma média de 32.466 Euros por negócio. Sendo que já neste ano de 2025, o verdadeiro artista recebeu de negócios com duas autarquias a modesta soma de 210 940 Euros. Nada mau, para quem vive da arte.
Concretizando ainda mais: em Ponte do Lima foram 79mil Euros mais IVA; ou seja, 83.740 Euros. Já em Sines, foram 120 mil Euros acrescidos de IVA: 127 200 Euros. Por ajuste direto, no dia 14 de Fevereiro. Dia dos Namorados.!
Há criações interessantes a partir de material reciclável. O autor destas letras viu, salvo erro em 1998, no Arrábida Shopping, um protótipo de carro de corrida, fabricado em papel! Da autoria de estudantes de engenharia. Velocidade máxima: 70km/hora. O trabalho coletivo dum grupo de estudantes, que tiveram uma ideia divertida.
Diga-se que os conjuntos do Bordalo são montagens não inteiramente desprovidas de criatividade. Feitos a partir de objetos “descartados, como plástico, metal, pneus e eletrodomésticos quebrados, “constituem “impressionantes esculturas de animais”, diz-nos o “Escritório de arte.com”. Seriam ótimos projetos para alunos do 9ºano. Impressionante é como conseguiu receber tal verba da autarquia de Ponte do Lima. Que nem é de esquerda. Vejam lá se não é um artista!
Outra estrela da nossa constelação é o cabo-verdiano algarvio Dino D`Santiago. Ficou famoso, não pelos seus talentos musicais, mas por ter criticado a letra de “A Portuguesa”. Segundo esse lusófono, a estrofe “contra os canhões marchar, marchar” não deveria constar do Hino Nacional. Pois constitui um apelo belicista. Que não se justifica nos tempos que correm. Veemente, afirma: “Os nossos filhos não precisam disto!”. (Curiosamente, os nossos pacifistas, queriam que a Marinha Portuguesa protegesse a flotilha da solidariedade com Gaza.)
Esta inspirada personagem compôs uma ópera! “ADILSON” é baseada na história, em teoria real, dum amigo do compositor. Um cabo-verdiano vindo de Angola com dois anos. No texto, não consegue a nacionalidade portuguesa, a despeito de habitar por cá há quarenta e um anos.
Já sabemos que este nosso Verdi é tão artista que nascido no Algarve, fala á cabo-verdiana. Diga-se em abono da verdade que a “ópera” sempre seria mais acertadamente classificada de “opereta”. O que se chama hoje de “musical”; tipo “Greese”. Quando a fasquia não é demasiado elevada, o tombo não é tão aparatoso. Estreou no Centro Cultural de Belém, em 15 de Agosto corrente. E, por grandioso que fosse, passou despercebido. Interessante seria saber se houve apoios oficiais á produção musical deste outro artista.
O que ficamos a saber, e novamente graças ao mesmo “influencer” foi que o cantor já recebeu 481 mil Euros da Câmara de Lisboa. Cita o “Página Um”, segundo o qual a associação desse Dino já “sacou 481 mil Euros á camara de Lisboa em serviços e cantorias.” Nos últimos treze meses, a associação “MUNDU NOBU” (!), presidida pelo grande músico já conseguiu firmar com edilidade lisboeta quatro contratos de ajuste direto. Na qualidade de “prestadora de serviços”, recebeu 385 mil Euros, mais IVA. Ou seja, evitando os concursos públicos. Procedeu á execução de” projetos sociais “ou realização de concertos a preços inflacionados. Em todos os casos referidos, o valor entregue andou muito perto do limite legal para os ajustes diretos.
Um desses serviços respeitou á realização do festival “Mundo Novo”. Importou á autarquia a verba de 130 mil Euros. Em onda de multiculturalidade, foi realizada uma conferência liderada pelo próprio Dino. Terminando com um concerto realizado na rua. O qual, a despeito da atuação de vários cantadores afro, bem como a presença do presidente da câmara, não juntou mais de mil espectadores.
E qual era a administração camarária á altura? A do eng Carlos Moedas. Sim, o do elevador da Glória. E o eleitorado não-esquerda votou nele! (Engana-me, que eu gosto!) Será desnecessário lembrar que os problemas de Lisboa não se resolvem com as cantorias do Dino D´Santiago.
Recordar é viver. Vamos lembrar outro criador que, a despeito de recompensado, foi esquecido. O governo de António Costa tinha mudado o logotipo dos documentos oficiais.
O autor do esquema aprovado, Eduardo Aires criou um símbolo “mais inclusivo”. Três faixas ao invés de duas. Verde á esquerda. Ao centro, vazio (ou branco) com um disco amarelo. Terminando pela faixa vermelha á direita. Lembrando uma bandeira do Terceiro Mundo. Tipo Bangladeche, dissemos quando foi removido. Como dissemos que, com este trabalho, já se via como o Caravaggio do Car…taxo.
A descaraterização dum símbolo unificador tão básico quanto a bandeira nacional, vindo do socialismo, não se limitou a uma opção estética. Constitui mais um passo na desmontagem da identidade nacional. Lógica marxista ou mundialista.
Esse revoltado declarou que tinha sido alvo de ameaças de morte.! O que iria dar-lhe alguma importância. Poderíamos imaginar até, que, num transporte público portuense, algum patriota tivesse manifestado rejeição indignada da obra de arte decorativa. Para tanto, seria necessário que a) fosse reconhecido b) que use transportes públicos. Ambas as hipóteses são duvidosas.
O comentário que muito se ouviu é que a composição poderia ter sido feita por qualquer criança de cinco anos. Coisa que o nosso Caravagio considera “elogioso”. Um artista infantiloide.! O que não foi nenhuma brincadeira de crianças foi o preço da obra-prima. O magnífico desenho ficou ao Estado por 75 mil EUROS. Todos nós pagamos a um “inclusivo”, para descaraterizar um símbolo nacional.
Pouca afinidade sente este vosso amigo com o presidente Milei, da Argentina. Mas, neste ponto há que concordar com a alternativa que ele coloca. Ou são artistas e vivem da arte, vendendo a produção artística. (Que é o ideal do artista). Ou vivem do estado e são funcionários públicos. Se depende do estado para fazer arte, é funcionário público.
Estes artistas têm feito intervenção política esquerdista. Paga pelas artolas do costume. E a comilonice tem de acabar.
Vamos dizer: JÁ CHEGA.!