Afastamento do secretário-geral do MAI? “Talvez as pessoas comecem a perceber quem é Luís Neves”, afirma Ventura

“Alguma coisa não está certa com Luís Neves”, afirmou o presidente do CHEGA, numa altura em que a imprensa aponta divergências relacionadas com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal como possível motivo para a saída de Ricardo Carrilho.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, lançou esta segunda-feira um aviso ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, depois de ter sido anunciada a cessação de funções de Ricardo Carrilho, secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

À margem da manifestação dos agricultores, junto à Assembleia da República, em Lisboa, o presidente do CHEGA vincou que “alguma coisa não está certa com Luís Neves.”

“Talvez as pessoas comecem a abrir os olhos para perceber quem é Luís Neves”, afirmou o líder da oposição.

As declarações surgem no mesmo dia em que o Ministério da Administração Interna confirmou que Ricardo Carrilho deixou de exercer funções, em regime de substituição, por determinação direta do ministro.

Em comunicado citado pela agência Lusa, a tutela justificou a decisão com a reorganização da Secretaria-Geral do MAI, que envolve a preparação de uma nova estrutura orgânica e a adoção de procedimentos ajustados às responsabilidades do ministério.

O Governo sustenta que a mudança pretende imprimir uma nova orientação à gestão do serviço e adaptar o seu funcionamento à reforma da Administração Pública.

Contudo, segundo informações avançadas, o afastamento poderá estar relacionado com divergências entre Ricardo Carrilho e Luís Neves em torno do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), a rede de comunicações de emergência utilizada pelo Estado.

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