Lufthansa oferece 1201 milhões pela TAP e CHEGA acusa Governo: “Fortíssimo nos anúncios e fraquíssimo na execução”

A Lufthansa apresentou uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da TAP, ultrapassando a oferta da Air France-KLM. O CHEGA responsabiliza os governos de Costa e Montenegro pela condução do processo e exige garantias para os trabalhadores e as Regiões Autónomas.

©TAP

A Lufthansa posicionou-se à frente da Air France-KLM na corrida ao capital da TAP, com uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da companhia aérea portuguesa, mais 163 milhões do que a oferta apresentada pelo grupo franco-neerlandês.

Segundo a informação avançada esta tarde pela imprensa, a proposta alemã contempla ainda a possibilidade de o Estado português vir a deter 5% do capital da Lufthansa, através de uma participação em ações numa segunda fase da privatização. O grupo prevê igualmente investir numa escola de aviação militar em Tancos e na ampliação do aeródromo para utilização civil.

CHEGA responsabiliza sucessivos governos

Numa conferência de imprensa dedicada à privatização da TAP, o CHEGA criticou a condução política do processo, apontando responsabilidades à gestão de Pedro Nuno Santos e aos governos de António Costa e Luís Montenegro.

“É um Governo fortíssimo nos anúncios e fraquíssimo na execução”, afirmou o partido, defendendo maior rigor e objetividade nas decisões sobre o futuro da companhia aérea.

O CHEGA estabeleceu cinco prioridades para a privatização: preservar as ligações à diáspora portuguesa, garantir a conectividade com as Regiões Autónomas, assegurar uma estratégia para a companhia, proteger os postos de trabalho e valorizar a língua portuguesa.

Para o partido, a TAP representa mais do que uma atividade comercial, desempenhando um papel estratégico na ligação de Portugal ao mundo.

“Olhamos para os céus e para a TAP como uma extensão de Portugal”, sublinhou o CHEGA, defendendo que a privatização deve salvaguardar os interesses nacionais, independentemente do futuro acionista.

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