Ter uma atividade profissional não significa, necessariamente, estar protegido da pobreza. Em Portugal, metade dos adultos em situação de pobreza encontra-se empregada, segundo noticia o Jornal de Notícias.
O dado evidencia a presença de trabalhadores entre a população com maiores dificuldades económicas, numa altura em que os encargos com a habitação continuam a pesar nos orçamentos familiares.
As despesas com a casa reduzem o rendimento disponível para outras necessidades, como alimentação, transportes, energia e saúde. Para os agregados com rendimentos mais baixos, esse encargo assume particular importância.
A informação divulgada pelo Jornal de Notícias destaca, assim, duas dimensões do problema: a existência de pobreza entre pessoas empregadas e o agravamento da carência económica associado aos custos habitacionais.
A análise da pobreza não depende apenas da situação perante o emprego, mas também do rendimento efetivamente disponível depois de suportadas as despesas essenciais.