APAV apoiou 100 vítimas de ‘bullying’ em 2025, a maioria raparigas

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou 100 vítimas de 'bullying' em 2025, a maioria raparigas entre os 11 e os 14 anos, segundo dados divulgados hoje, Dia Mundial do Combate ao Bullying.

© D.R.

As ‘Estatísticas APAV | Vítimas de Bullying | 2025’ dão a conhecer a realidade das vítimas de ‘bullying’ apoiadas pela associação em 2025.

Segundo a informação, “a maioria [das vítimas era do sexo feminino (56%) e tinha entre 11 e 14 anos (29 vítimas), seguindo-se a faixa etária dos 15 aos 17 anos, com 25 vítimas”.

Entre as dinâmicas de violência identificadas, a APAV aponta a violência verbal como a mais frequente, envolvendo 58 vítimas. Seguiram-se a violência física (37 vítimas), a violência social (31 vítimas) e o ‘cyberbullying’ (22 vítimas).

A Associação ressalva no entanto que uma mesma vítima pode ter sido exposta a mais do que uma dinâmica de violência.

Os dados revelam ainda que a escola foi informada da situação em 65% dos casos e, em 26% das situações, foi apresentada queixa ou formalizada denúncia às autoridades.

A APAV alerta que, “embora o ‘bullying’ não constitua um tipo legal de crime autónomo, os comportamentos que lhe estão associados podem ser criminalmente relevantes”.

Salienta ainda que as estatísticas agora divulgadas procuram “contribuir para um melhor conhecimento das situações de ‘bullying’ e das dinâmicas de violência que afetam crianças e jovens, reforçando a importância da prevenção, da identificação precoce e de uma resposta articulada entre famílias, escolas e comunidade”.

A APAV presta apoio jurídico, psicológico e social, gratuito e confidencial, através da Linha de Apoio à Vítima 116 006 (gratuita nos dias úteis das 8:00 às 23:00), do Chatbot APAV, disponível online 24 horas por dia, sete dias por semana, e da sua rede nacional de gabinetes e estruturas de proximidade.

Últimas do País

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou 100 vítimas de 'bullying' em 2025, a maioria raparigas entre os 11 e os 14 anos, segundo dados divulgados hoje, Dia Mundial do Combate ao Bullying.
Um casal suspeito de burlar idosos em Silves através da simulação de acidentes de viação, exigindo dinheiro para reparar danos nos veículos, foi detido na segunda-feira pela GNR. Os suspeitos, ambos com 45 anos, convenciam as vítimas de que tinham provocado estragos nas viaturas e pressionavam-nas a pagar de imediato, evitando a comunicação do caso às autoridades ou às seguradoras.
As autoridades policiais apreenderam desde 01 de janeiro deste ano 42 toneladas de cocaína, mais 17 do que em todo o ano de 2025, revelou hoje o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve hoje 55 manifestantes que resistiram quando a força de segurança retirou as tendas da Acampada de Lisboa que se encontrava na Praça D. Pedro IV (Rossio).
Um esquema de tráfico internacional que utilizava filtros de água para esconder cocaína proveniente de um cartel colombiano terminou com condenações em tribunal. Segundo avança o Jornal de Notícias, os equipamentos eram utilizados para dissimular a droga e facilitar a sua importação.
O Serviço Nacional de Saúde não dispõe de um mecanismo de atualização regular dos preços pagos aos privados pelos meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) convencionados e sete áreas estão sem alteração dos valores desde 2014.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) contabilizou 1657 crimes em ambiente escolar durante 2026, incluindo 72 ocorrências de bullying e seis de ciberbullying. Setúbal e Porto estão entre os distritos com mais casos de bullying.
O Ministério Público abriu uma investigação a negócios celebrados entre uma entidade ligada ao Serviço Nacional de Saúde e uma empresa privada. Estão em causa 160 contratos públicos, no valor global de 120 milhões de euros, realizados em apenas dois anos.
A GNR deteve um homem de 30 anos em Foz Côa, no distrito da Guarda, por crime cometido na Alemanha, segundo informação divulgada hoje.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje dois funcionários de um museu em Lisboa por suspeitas de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas, apropriando-se do valor pago pelos visitantes.