Ventura acusa Montenegro de desaparecer durante manifestações: “Enquanto polícias eram agredidos, o senhor escondia-se!”

O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.

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O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou esta terça-feira, no Parlamento, a atuação do primeiro-ministro, Luís Montenegro, perante os incidentes registados nas manifestações pela habitação. Durante o debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, o dirigente acusou o chefe do Governo de não ter assumido uma posição clara em defesa das forças de segurança.

“Onde é que andou Montenegro quando o país se debatia com as manifestações por todo o país, em que polícias eram agredidos?”, questionou Ventura, referindo-se aos confrontos e aos atos de vandalismo que afirmou terem ocorrido durante os protestos.

O líder do CHEGA acusou o primeiro-ministro de ter “desaparecido do mapa”, em vez de manifestar apoio às autoridades perante as alegadas agressões a agentes policiais.

“Se não está quando precisamos de si, quando é que está para defender Portugal?”, perguntou, dirigindo-se a Luís Montenegro.

Ventura defendeu o direito à manifestação, mas considerou que os protestos não podem servir de justificação para atos de violência ou destruição de espaços públicos.

“Manifestações, sim. Vândalos nas nossas praças, não”, declarou, invocando os valores fundamentais do país.

O presidente do segundo maior partido alegou ainda que cidadãos estrangeiros se infiltraram nas manifestações e fizeram apelos à destruição de instituições. As afirmações foram apresentadas pelo dirigente durante a intervenção parlamentar.

PS e PSD são os responsáveis pela crise da habitação

André Ventura atribuiu responsabilidades ao PSD e PS, considerando que as políticas de sucessivos governos socialistas e sociais-democratas contribuíram para o agravamento da crise habitacional e para a pressão sobre os rendimentos das famílias.

O líder da oposição associou ainda a situação às políticas de imigração, acusando os responsáveis políticos de terem permitido uma entrada de estrangeiros sem assegurar uma resposta adequada às necessidades de habitação.

“Agora aguentem!”, afirmou, dirigindo a crítica aos partidos que responsabilizou pelas decisões tomadas nos últimos anos.

Ventura dirigiu igualmente críticas ao secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendendo que deveria pedir desculpa pelas políticas adotadas durante os anteriores governos socialistas.

O presidente do CHEGA acusou o PS de não assumir responsabilidades pelas consequências das suas decisões, insistindo que a situação da habitação resulta de opções políticas tomadas ao longo dos últimos anos.

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